Ferrari no GP de Inglaterra para fazer furor

Após sete vitórias, seis deles com 1-2, a Mercedes viu o seu domínio interrompido no Red Bull Ring, onde o holandês Max Verstappen (Red Bull/Honda) conseguiu colocar no lugar mais alto do pódio um carro diferente daquele que lá estivera nas oito corridas anteriores.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Digerida a derrota, a Mercedes chega a Silverstone determinada em recuperar o domínio exercido nas corridas anteriores, embora a rapidez do traçado inglês possa beneficiar a Ferrari, que continua à procura do primeiro triunfo do ano.

Esteve para acontecer no Red Bull Ring mas, uma vez mais, a má gestão das situações de corrida levou a que o triunfo que podia ter acontecido tivesse escapado para desespero dos responsáveis de Maranello, que não esperavam, não só, um domínio tão avassalador da Mercedes, nem um tão longo percurso de ausência de vitórias.

Como tem sido costume a discussão da “pole position”, que no traçado inglês não é tão determinante como noutros traçados, será discutida entre os homens a Mercedes (Lewis Hamilton e Valtteri Bottas) e da Ferrari (Sebastian Vettel e Charles Leclerc) não sendo surpresa se um dos carros vermelhos arrancar na frente, tanto mais que a equipa italiana vai estrear novos componentes no traçado inglês, com o objectivo de alcançar aquilo que ainda não conseguiu.

Apesar do triunfo na Áustria, Max Verstappen, não deverá garantir melhor que a quinta posição à largada, mas resta a dúvida de saber se o francês Pierre Gasly (Red Bull/Honda), cujo desempenho tem estado longe do esperado e que tem a continuidade da equipa em risco, consegue bater os mais rápidos do segundo pelotão.

Contudo, o triunfo na prova austríaca pode ser mais importante do que parece, pois era uma das condições que tinham de verificar-se para o holandês permanecer na equipa, no próximo ano, para o qual tem contrato, mas que poderia ser denunciado, caso algumas das exigências não fossem cumpridas.

E uma era a de ganhar uma corrida na primeira metade da temporada, outra é ocupar a terceira posição do campeonato quando se chegar à pausa de verão, que acontece após do GP da Hungria.

Segundo pelotão onde, para surpresa, a McLaren tem dominado, com a equipa de Woking a tirar melhor partido dos motores Renault, do que a equipa oficial, o que não pode deixar de causar dores de cabeça entre os responsáveis da marca do losango, cujos pilotos, o australiano Daniel Ricciardo e o alemão Nico Hulkenberg têm experiência muito superior à do espanhol Carlos Sainz e doinglês Lando Norris que conduzem os carros da equipa criada por Bruce McLaren.

Entretanto, a McLaren confirmou a actual dupla de pilotos para 2020, o que inviabiliza a possibilidade do regresso do espanhol Fernando Alonso, que continua a ser seu embaixador, já na próxima temporada, como chegou a ser admitido, falando-se, agora, de um possível regresso com a Ferrari, caso Sebastian Vettel opte por abandonar a equipa.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Lewis Hamilton, 197 pontos; 2.º Valtteri Bottas, 171; 3.º Max Verstappen, 128; 4.º Sebastian Vettel, 116; 5.º Charles Leclerc, 105; 6.º Pierre Gasly, 40; 7.º Carlos Sainz, 38; 8.º Kimi Raikkonen, 27; 9.º Lando Norris, 24; 10.º Kevin Magnussen, 14; 11.º Nico Hulkenberg, 6; 12.º Sergio Perez, 13; 13.º Daniil Kvyat, 9; 14.º Daniel Ricciardo, 8; 15.º Alexander Albon, 7; 16.º Lance Stroll, 4; 17.º Romain Grosjean, 2; 18.º Antonio Giovinazi, 1

CONSTRUTORES – 1.º Mercedes AMG Petronas Motorsport, 368 pontos; 2.º Scuderia Ferrari, 221; 3.º Aston Martin Red Bull Racing, 168; 4.º McLaren F1 Team, 62; 5.º Alfa Romeo Racing, 28; 6.º Renault F1 Team, 22; 7.º SportPesa Racing Point F1 Team, 17; 8.º Rich Energy Haas F1 Team, 16; 9.º Red Bull Toro Rosso Honda, 16

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