Ferrari “lambe as feridas” do GP de Itália

Nenhum dos pilotos da Ferrari viu a bandeira axadrezada no final da corrida em Monza: Vettel abandonou com problemas de travões e Leclerc teve um acidente.

(auto.look2010@gmail.com)

Humilhados em casa, a Ferrari deixou o Grande Prémio de Itália, em Monza, a “lamber as feridas” mas a olhar já para a festa do próximo fim-de-semana para celebrar a marca histórica da equipa e da Fórmula 1. O chefe da equipa Mattia Binotto descreveu a dupla retirada no passado domingo, no GP Itália – Sebastian Vettel abandonou a corrida e Charles Leclerc teve um acidente – como «o pior dos dias».

«Foi o pior final possível para um fim-de-semana complicado», disse Mattia Binotto, acrescentando: «Não terminar a corrida dói bastante. É ainda mais desapontante no caso do Sebastian, que ficou de fora devido a um problema de fiabilidade do carro. Problemas como esse, neste caso no sistema de travagem, não deveriam acontecer. É altura de olhar em frente».

A equipa tem de virar atenções rapidamente atenções para o Grande Prémio da Toscânia, em Mugello, no próximo fim-de-semana, um evento com o propósito de celebrar a 1000.ª corrida da Scuderia e iluminar uma época afectada pela pandemia com alguma alegria.

Num espectáculo recheado de acontecimentos em Monza, com dramas e com a primeira vitória de Pierre Gasly, a Ferrari voltou a terminar sem pontos.

“NÃO HÁ MUITO DE BOM”

Vettel, que vai deixar a equipa depois desta temporada, abandonou a corrida devido a problemas nos travões depois de seis voltas. Leclerc, que venceu em Monza em 2019, embateu a alta velocidade contra uma protecção na Parabolica.

«É muito difícil para toda a equipa neste momento, claro, mas temos de tentar ao máximo ter um final de época digno», disse o quatro vezes campeão do mundo Vettel. «Temos de nos focar nisso. Temos de tratar do que temos de tratar. A vida é assim… Neste momento, profissionalmente, não há muito de bom, mas existe sempre algo positivo».

«Não podemos esperar muito para o próximo fim-de-semana. Temos de ser realistas, mas esperemos ter um fim-de-semana calmo, sem problemas», disse o alemão. Com poucos dias para recuperar e rumar a Mugello, 300 km a sul, para o evento de celebração, a corrida de domingo foi difícil de engolir para a Ferrari e para os seus fãs.

«Penso que todos estes problemas são lições aprendidas e temos de garantir que no futuro fazemos melhor», disse Mattia Binotto: «Espero que a próxima seja melhor, mas no fim de contas acho que a performance do carro não é a que gostaríamos. É mais importante olharmos para a frente e avançar com o desenvolvimento do carro».

A Ferrari já tinha ficado fora dos pontos na última corrida, na Bélgica, e a segunda corrida sem pontos fez a equipa cair para o sexto lugar no campeonato de construtores.

«Sabiamos que seria difícil e vimos isso nas qualificações, mas falhar a meta com os dois carros dói bastante”, acrescentou Mattia Binotto para concluir: «É uma temporada muito difícil, mas é a enfrentar as dificuldades que nos tornamos mais fortes. Temos de olhar em frente e há lições importantes que temos de levar disto para o futuro».

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