Ferrari busca a desforra após quatro derrotas

Na pré-temporada, a Ferrari foi “gigante” em Barcelona, pelo que, se a Scuderia na altura pode andar na frente dos testes, porque não fazer o mesmo agora com a pista mais quente? O upgrade da sua unidade motriz pode ser encarada como “arma secreta” para a Catalunha.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Batida de forma clara, nas quatro primeiras corridas da temporada, que terminaram com outras tantas “dobradinhas” da Mercedes, a Ferrari chega a Barcelona com uma evolução no motor, que estava prevista para o GP do Canadá, mas que foi antecipada para tentar contrariar a superioridade dos “flechas de prata”.

Os SF90 sofrerão, ainda, alterações aerodinâmicas, dando continuidade ao que foi feito para a corrida de Baku, com os responsáveis a esperarem que este conjunto de alterações permitam ao alemão Sebastian Vettel e ao monegasco Charles Leclerd superar os pilotos da Mercedes.

Por aquilo que tem acontecido, as condições atmosféricas podem ser determinantes com o calor a beneficiar os carros de Maranello e as temperaturas mais baixas a aumentarem a eficácia dos carros da equipa de Brackley.

Mas não é só a Ferrari a levar novidades para Barcelona, já que a Honda introduziu alterações nos seus motores, que passam a disponibilizar mais potência, com as quais espera proporcionar ao holandês Max Verstappen (Red Bull), que, em 2015, alcançou a primeira vitória na disciplina no traçado catalão, em condições para conseguir aproximar-se da concorrência, uma vez que o francês Pierre Gasly tem estado longe de confirmar as esperanças que nele eram depositadas.

Contudo a introdução de novidades na unidade motriz, quando estão cumpridas quatro das 21 corridas do calendário e quando cada piloto dispõe de três unidades motrizes para todo a temporada, sem sofrer penalizações, pode levar a que os pilotos da Red Bull venham a ser penalizados mais para o final da época se tiverem necessidade de fazer mais trocas de unidades motrizes.

Interessante será, igualmente, a luta no segundo pelotão, com o mexicano Sérgio Perez (Racing Point/Mercedes), que é “o melhor dos outros”, a procurar manter essa posição, ameaçada pelo finlandês Kimi Raikkonen (Alfa Romeo/Ferrari) que é o único piloto deste grupo que pontuou nas quatro corridas efectuadas, na última das quais depois de ter partido das “boxes”, mas a valer-se da sua enorme experiência para chegar aos lugares pontuáveis.

Será que é o traçado de Montmeló a marcar a viragem na temporada? Domingo à tarde se saberá a resposta.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Valtteri Bottas, 87 pontos; 2.º, Lewis Hamilton, 86 pontos; 3.º, Sebastian Vettel, 52; 4.º, Max Verstappen, 51; 5.º, Charles Leclerc, 47; 6.º, Sergio Perez, 13; 7.º, Pierre Gasly, 13; 8.º, Kimi Raikkonen, 13; 9.º, Lando Norris, 12; 10.º, Kevin Magnussen, 8; 11.º, Nico Hulkenberg, 6; 12.º, Carlos Sainz, 6; 13.º, Daniel Ricciardo, 6; 14.º, Lance Stroll, 4; 15.º, Alexander Albon, 3; 16.º, Daniil Kvyat, 1

CONSTRUTORES – 1.º Mercedes AMG Petronas Motorsport, 173 pontos; 2.º, Scuderia Ferrari, 99; 3.º, Aston Martin Red Bull Racing, 64; 4.º, McLaren F1 Team, 18; 5.º, SportPesa Racing Point F1 Team, 17; 6.º, Alfa Romeo Racing, 13; 7.º, Renault F1 Team, 12; 8.º, Rich Energy Haas F1 Team, 8; 9.º, Red Bull Toro Rosso Honda, 4

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