Félix da Costa vence corrida no Mónaco

Piloto português da DS Techeetah venceu hoje a corrida no Mónaco do Mundial de Fórmula E, para carros eléctricos, graças a uma ultrapassagem ao neozelandês Mitch Evans (Jaguar) na última volta.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Com uma travagem no limite, na derradeira passagem pela “chicane” do porto, que lhe permitiu ultrapassar o neo-zelandês Mitch Evans (Jaguar), o português António Félix da Costa (DS) venceu pela primeira vez esta temporada e ascendeu ao quarto lugar do campeonato, a 10 pontos, do holandês Robin Frijs (Virgin), segundo classificado e um dos mais sérios opositores do português.

A utilização, pela primeira, vez na história da passagem de Fórmula E, do traçado do Grande Prémio desenhado nas ruas de Monte Carlo, proporcionou uma corrida repleta de emoção, com sucessivas ultrapassagens e com o português sempre no lote dos que podiam vencer.

António Félix da Costa largou da “pole” e manteve o comando, embora sempre pressionado por Robin Frijs, que cedo o ultrapassou, tendo ficado a sensação que a ultrapassagem tinha sido facilitada, por o português querer poupar energia, uma vez que subida para o Casino provocava um grande consumo, o que pode ter valido, no final, ter mais energia que os seus adversários e poder atacá-los com sucesso.

A dupla passagem pelo “Attack Mode” provocou algumas alterações, com Mitch Evans a estar no comando da corrida, à frente de António Félix da Costa que, de uma assentada deixara para trás Robin Frijns e o francês Jean-Eric Vergne (DS), quando alemão René Rast (Porsche) tocou no muro, no início da subida para o Casino e obrigou à entrada do “Safety Car”, que saiu a seis minutos do final da corrida.

Nessa altura, António Félix da Costa tinha mais energia que Mitch Evans e pode ultrapassá-lo e chegar à vitória, com Robin Frijs a conseguir, também deixar para trás o piloto da Jaguar e alcançar o degrau intermédio do pódio.

No final, António Félix da Costa não escondia a satisfação por ter ganho uma corrida em que «houve mais mudanças de comandantes do que é habitual, mas tudo feito com um enorme respeito e por isso é uma satisfação correr com estes adversários. Sabíamos que ia ser uma corrida difícil, em termos de gestão da energia, mas planeámos a estratégia perfeita e fiz a ultrapassagem mais arriscada da minha carreira na Fórmula E».

CLASSIFICAÇÕES

Corrida – 1.º, António Félix da Costa (DS), 47’20,697”; 2.º, Robin Frijns (Virgin), a 2’848”; 3.º, Mitch Evans (Jaguar), a 2,872”; 4.º, Jean-Eric Vergne (DS), a 3’120”; 5.ºMaximilian Guenther (BMW), a 3,270”; 6.º, Oliver Rowland (Nissan), a 3,865”; 7.º, Sam Bird (Jaguar), a 4,150”; 8.º, Nick Cassidy (Virgin), a 4,752”; 9.º, André Lotterer (Porsche), a 5,503”; 10.º, Alex Lynn (Mahindra), a 5.759”. Classificaram-se mais nove pilotos

CAMPEONATO

Pilotos – 1.º, Robin Frijns, 62 pontos; 2.º, Nyck De Vries, 57; 3.º, Mitch Evans, 54; 4.º, António Félix da Costa, 52; 5.º, Sam Bird, 49; 6.º, Stoffel Vandoorne, 48; 7.º, Jean-Eric Vergne, 46; 8.º, René Rats, 39; 9.º, Oliver Rowland, 35; 10.º, Jake Dennis, 33; 11.º, Edoardo Mortara, 32; 12.º, Pascal Wehrlein, 32; 13.º, Nico Muller, 30; 14.º, Alexander Sims, 24; 15.º, Alex Lynn, 22; 16.º, Maximilian Gunther, 22 ; 17.º, André Lotterer, 20; 18.º, Nick Cassidy, 19 ; 19.º, Oliver Turvey, 13; 20.º, Lucas Di Grassi, 13; 21.º, Sérgio Sette Câmara, 12; 22.º, Sébastien Buemi, 11; 23º, Norman Nato, 11; 24.º, Tom Blomqvist ; 5 ;

Equipas – 1.º, Mercedes-EQ Formula E Team, 105 pontos; 2.º, Jaguar Racing, 103; 3.º DS Techeetah, 98; 4.º, Envision Virgin Racing, 81; 5.º, BMW i Andretti Motorsport, 55; 6.º, TAG Heuer Porsche Formula E Team, 52; 7.º, Audi Sport ABT Schaeffler, 52; 8.º, Mahindra Racing, 46; 9.º, Nissan e-Dams, 46; 10.º, Rokti Venturi Racing, 43; 11.º, Dragon/Penske Autosport, 42; 12.º, Nio 333 FE Team, 18;

Próxima prova – Puebla E-Prix (México), dia 19 de Junho.

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