Félix da Costa celebra título da FE em Lisboa

O piloto, natural de Cascais, fez “piões” e corridas com bicicletas, atraindo a atenção de muitas pessoas, que acenavam.

(auto.look2010@gmail.com)

O piloto português António Félix da Costa celebrou hoje a conquista do título de Fórmula E num desfile pelas ruas de Lisboa, com o objectivo de «empurrar a mobilidade eléctrica» e «entregar um mundo melhor às próximas gerações».

«Foi uma manhã importante e vem mostrar às pessoas que há uma mensagem maior. Temos de empurrar a mobilidade eléctrica, acelerar para a frente, porque temos de entregar um mundo melhor às próximas gerações», realçou.

Durante o percurso por algumas das principais artérias da capital portuguesa, com início e final em Belém, passando pela Baixa lisboeta, até à praça do Marquês de Pombal, António Félix da Costa fez “piões’” e corridas com bicicletas, atraindo a atenção de muitas pessoas, que acenavam e gritavam.

«Foi uma das manhãs mais especiais da minha vida. Fazer o que mais gosto, com o carro em que fui campeão de Fórmula E, nas ruas que passo todas as semanas. Foi uma sensação incrível», afirmou, acrescentando: «Viemos mostrar que os carros eléctricos são rápidos e “cool”. Muita gente ficava surpreendida quando acelerava. São os carros mais eficientes do mercado».

Portugal tem celebrado várias conquistas dos seus pilotos nos desportos motorizados, com a conquista da Fórmula E por António Félix da Costa, o Mundial de resistência por Filipe Albuquerque e a vitória numa etapa do Mundial de MotoGP por Miguel Oliveira, para além de receber provas de Fórmula 1 e MotoGP em Portimão.

«Isto é quase como governar um país. Temos de começar a pôr as sementes cinco, 10 anos antes e depois as coisas começam a aparecer. Fazemos quase todos parte da mesma geração e, por isso, estamos todos a dar frutos no mesmo ano. Acho que nunca foi um problema de talento, mas talvez de oportunidades», frisou, destacando também outros desportos, como o surf (Frederico Morais), golfe (Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia), ténis (João Sousa) e as modalidades olímpicas.

António Félix da Costa foi campeão no primeiro ano em que alinhou pela DS Techeetah, após sair da BMW, algo que «não esperava», mas aponta agora o objectivo para a revalidação do título, num carro com «algumas melhorias».

«Temos um alvo grande nas nossas costas. A nossa equipa técnica é a melhor que há na Fórmula E. Acredito que o carro da próxima época vai estar ainda um passo à frente, com algumas melhorias, mais eficiente, mais leve e com mais potência. O objectivo tem, obviamente, de passar por tentar ser campeão outra vez. A concorrência está muito forte, mas vamos à luta», disse.

O piloto natural de Cascais, de 29 anos, foi convidado para testar um dos monolugares da IndyCar, a maior competição de monolugares dos Estados Unidos, revelando estar «muito ansioso», tendo em mente a possibilidade de conciliar as duas competições num futuro próximo.

«Vou abrir uma porta que desconheço totalmente. Conheço a IndyCar como fã, sempre tive uma grande curiosidade de experimentar, sou um grande fã da maneira como os americanos fazem desporto e todo o “show” que envolve. Vamos ver o que pode acontecer, pode ser que me abra umas portas e talvez até dê para conciliar as duas coisas», admitiu.

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