“Fechei os olhos no salto da Pedra Sentada”

O treinador de futebol André Villas-Boas mostrou-se «muito satisfeito» com a sua participação no Vodafone Rali de Portugal, considerando que o «momento alto» da sua prova foi a passagem pelo salto da “Pedra Sentada”, em Fafe.

(auto.look2010@gmail.com) – Fotos: JORGE CUNHA E RUI REIS / AIFA

«Foi emocionante, mas não posso deixar de dizer que fechei os olhos e esperei pelo melhor. Acabámos por fazer um bom salto, o carro ainda “picou o nariz”, mas aterrou bem. Fartámo-nos de rir, pois foi a realização de um sonho que vimos durante anos. Foi o momento alto da prova», admitiu André Villas-Boas.

O treinador de futebol, que foi terceiro melhor português da prova do Automóvel Club de Portugal (ACP) e terminou a sua prestação no 32.º lugar entre os 44 carros que chegaram ao fim, confessou, no entanto, que este desafio de mais 300 quilómetros em três dias de rali foi «muito complicado».

«Apesar de ser uma prova ao segundo, a regularidade conta bastante. Foi duro, mas conseguimos terminar o rali, que era o objectivo e estou muito satisfeito. Não sei se é uma aventura para repetir, porque é tudo muito rápido. A nossa “praia” talvez seja mais os ralis todo-o-terreno», partilhou o técnico.

Em jeito de brincadeira, e numa analogia com o futebol, André Vilas-Boas disse que ainda irá recorrer ao VAR (videoárbitro) para “protestar” uma penalização de três minutos sofrida sexta-feira, por uma alegada irregularidade num controlo de tempo.

«Temos de ir tirar as dúvidas com o VAR, e talvez fazer uma queixa à FIA, pois, caso contrário, terminaríamos no top 30, que excedia todas as nossas expectativas», disse sorridente. Num tom mais sério, o piloto do Citroën C3 Rally2, navegado por Gonçalo Magalhães, considerou que o principal objectivo de divulgar a seu movimento “Race for Good”, que apoia causas solidárias em Portugal e no estrangeiro, foi conseguido nesta participação no rali, e espera contar com mais parceiros para ampliar a abrangência do projecto.

«Nas redes sociais dobrou o número de pessoas que nos seguem e isso revela que sensibilizámos a consciência das pessoas. Muitos deram-nos parabéns pela iniciativa, agora vamos ver se consigo convencer o (Sébastien) Ogier a usar o nosso logótipo no carro dele. O objectivo é conseguir mais donativos para as instituições que apoiamos, e talvez abranger mais projectos», partilhou André Villas-Boas.

O treinador de futebol deixou ainda uma palavras de agradecimento ao carinho sentido durante as etapas do Vodafone Rally Portugal, no qual foi um dos pilotos mais saudados pelo público.

«Fui muito bem recebido por todos. O calor do público português dos ralis que toda a gente conhece esteve sempre bem vincado. Infelizmente não podia estar tão cheio com o costume, mas ainda assim vimos muita gente», acrescentou André Villas Boas.

O treinador/piloto disse ter-se sentido «totalmente integrado» na “família” dos ralis, agradecendo a «simplicidade, honestidade e solidariedade», sobretudo entre os portugueses.

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