Fausto Mota apto para o Rali Dakar

Inscrito com o número 38, será aos comandos de uma Husqvarna FR450 Rally que o piloto natural do Marco de Canaveses radicado há vários anos em Espanha, vai disputar a sua quinta participação na prova rainha do todo-o-terreno mundial.

(auto.look2010@gmail.com)

Depois de uma época totalmente dedicada à preparação para o Rali Dakar, Fausto Mota que em 2019 conquistou um notável lugar no “top 30” desta mítica competição, realizou esta sexta-feira, na Arábia Saudita, as obrigatórias verificações técnicas e administrativas que antecedem o cerimonial de partida para esta que será a 42.ª edição do Rali Dakar e a primeira que se vai disputar naquele país do Médio Oriente.

Inscrito com o número 38, será aos comandos de uma Husqvarna FR450 Rally que o piloto natural do Marco de Canaveses radicado há vários anos em Espanha, vai disputar a sua quinta participação na prova rainha do todo-o-terreno mundial. Fausto Mota que em 2018 foi o único português a concluir a prova e na qual conquistou, no ano passado, o seu melhor resultado, tem vindo sempre a evoluir na classificação ao longo das diversas participações.

O piloto apoiado pela Tamega e Lyrsa esteve na luta pelo título no Campeonato Nacional de Rally Raid AJP 2019 até à última prova. Também este ano conquistou o pódio do MX Euronations e um lugar no TOP 10 numa das mais duras e exigentes provas africanas, o Panafrica Rally, vai uma vez mais, desta feita inscrito pela XRaids Team, disputar a mais dura e exigente prova do todo-o-terreno mundial competindo junto com os nomes mais sonantes do TT internacional, presenças habituais na prova.

Fausto Mota mostra-se confiante antes da partida e como meta adianta que «tivemos um ano de preparação intenso». «Tentámos disputar o maior número e mais diverso tipo de provas possível, no sentido de nos prepararmos para o grande desafio. Não houve lesões. A prova vai arrancar. Há sempre algum nervosismo associado. O momento é agora. A fasquia é elevada, a prova, embora decorra noutro continente, promete ser igualmente dura, mas vai contar com algumas alterações relativamente a anos anteriores que penso serem boas para a competição. O país é diferente e a cultura bem distinta. Este será outro factor a ter em conta. Estou expectante», revela o piloto.

Uma das principais novidades tem que ver com as alterações ao nível do road-book que, desta feita, já será a cores, de modo a facilitar a sua preparação por parte dos pilotos. Haverá também pelo menos quatro etapas em que o road-book será distribuído apenas na manhã e no início da especial cronometrada.

A 42.ª edição do Rali Dakar, arranca este domingo e terá Jeddah como cenário da partida. A chegada será em Qiddiya. Os pilotos e as equipas vão enfrentar 12 etapas em que cinco são com mais de 450 km de extensão. No total são 7.500 km, 5.000 km dos quais disputados ao cronómetro, num país onde o deserto é rei, com percursos de 75% de areia. O dia de descanso realiza-se a 11 de Janeiro.

A primeira etapa, que se realiza no domingo, terá um total de 752 quilómetros, 319 dos quais disputados ao cronómetro. A especial terá muita variedade de pisos e vai colocar os pilotos das motos em contacto com algumas das principais dificuldades da Arábia Saudita, num percurso que vai oscilar entre pistas rápidas, mas também sinuosas, dunas e pedra.

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