Faleceu o navegador António Baptista

O co-piloto de ralis foi vítima de uma indisposição, em casa, acabando por sucumbir no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Ficou conhecido da grande família dos ralis como o “Gavião” que ajudava os novos valores com os seus estimados ensinamentos.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Morreu António Baptista. O co-piloto de ralis partiu prematuramente. O seu desaparecimento inesperado caiu como uma bomba no rol de amigos e na comunidade em que estava inserido, bem como na “família” dos ralis. Uma indisposição, em casa, levou-o às urgências do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), acabando por falecer.

António Baptista popularizou-se como co-piloto, tendo formado equipa com inúmeros pilotos, o último dos quais João Alvoeiro, na prova inaugural do Challenge 1000, o ano passado, no Rali de Santo Tirso. Conhecido por ser um amante fervoroso dos ralis, António Baptista, “baptizado” por “Gavião” pelos amigos, deu «muitas “notas” a muitos pilotos sem nunca ter sido bancário», como costumava afirmar, construindo uma segunda família.

A forma muito peculiar de “resmungar”, muitas das vezes para enervar ou estar no contra, foi uma “marca” que também o popularizou, procurando sempre “voar” à sua maneira, quiçá o nome de “Gavião” para vincar a sua “etiqueta”.

Amigo do amigo, que não dispensava um copo para formalizar a amizade, António Baptista era, no entanto, considerado por muitos o “patriarca” pela sua vivência e experiência no mundo dos ralis. Nunca se encolheu os ombros a pilotar jovens pilotos, ensinando-lhes a “doutrina” do “ABC”, por exemplo a Augusto Páscoa, Pedro Tavares e João Alvoeiro. Estes dois últimos ficaram perplexos como seu falecimento, apenas soltando sete palavras: «Não tenho palavras! Descansa em paz Amigo».

Também Luís Oliveira, amigo de longa data e com quem também fez equipa nos ralis, sobretudo no Ford Escort, estava desconsolado: «Nem quero acreditar que o Baptista faleceu», sublinhou atónico o amigo e antigo patrão. Comovido ficou, igualmente, o co-piloto Filipe Fernandes (Fifé), postando na sua página de Facebook que «Mais um Amigo que partiu. O Baptista (Gavião)».

No dia em que assinala os 53 anos de vida, o Clube Automóvel do Centro, através da sua direcção liderada por Luís santos, emitiu um comunicado, na sua página de Facebock, a mostrar rudeza pela partida de António Baptista, solidarizando-se com a sua família.

«A direcção do Clube Automóvel do Centro tomou conhecimento do falecimento prematuro de António José Pedrosa Baptista, sócio n.º 28. Conhecido como praticante do desporto automóvel, foi um prestigiado navegador de muitos pilotos de ralis, tendo disputado ao longo de várias décadas muitas provas dos campeonatos nacionais. Neste momento de profunda dor e consternação, o Clube Automóvel do Centro expressa toda a sua solidariedade e amizade aos familiares e amigos do António José Pedrosa Baptista, a quem apresenta as mais sentidas condolências».

O luto e a saudade podem-nos fazer chorar um dia e deixar uma pessoa anestesiada numa manhã, como foi o caso hoje. Ao tomar conhecimento da morte de António Baptista fiquei praticamente imobilizado. Fiquei sem reacção, com a notícia proveniente da página de Facebock de João Alvoeiro. Neste momento de dor, expresso os meus sentidos pêsames à família e aos seus restantes amigos, que são muitos.

Aliás, após ter sido divulgada a notícia da morte do “Gavião”, as mensagens de pesar têm invadido as redes sociais, com os amigos a partilhar imagens de António Baptista e mensagens de choque com a sua morte prematura. Que descanse em paz.

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