F1 poderá ter GP fora do calendário inicial

A ideia é tentar substituir os Grandes Prémios anulados por causa da pandemia da Covid-19, completando-se assim um calendário que já deveria ter começado.

(auto.look2010@gmail.com)

Chase Carey

O Mundial de Fórmula 1 poderá ter este ano a realização de Grandes Prémios em circuitos não inscritos no calendário inicial, revelou hoje o responsável de actividades para o sector da Liberty Media. Segundo Chase Carey, a ideia é tentar substituir os GP anulados por causa da pandemia de Covid-19, completando-se assim um calendário que já deveria ter começado, mas nem uma só prova teve.

Em conferência telefónica, à margem da apresentação dos resultados do primeiro trimestre do grupo norte-americano Liberty Media, Chase Carey não revelou, no entanto, que circuitos poderão ser escolhidos, sendo que entre os qualificados para poder receber a F1 está o de Portimão. A época deveria ter começado a 15 de Março, na Austrália, e contar com um número recorde de 22 provas.

Chase Carey

«Temos dois desafios principais – identificar os locais onde poderemos organizar as corridas e determinar como podemos transportar o pessoal necessário e os equipamentos. Estamos em negociação com todos os promotores e com alguns circuitos que não estão no calendário, para examinar todas as opções», disse Chase Carey.

A época começa a 4/5 de Julho na Áustria, no Red Bull Ring, circuito que poderá ter corrida de novo no fim-de-semana seguinte: «Vamos finalizar um calendário de provas suplementar na Europa até o início de Setembro. Depois, devemos ir para a Ásia e para o continente americano, antes de finalizar no Golfo, com Bahrein e Abu Dhabi, em Dezembro. Devemos conseguir um calendário com 15 a 18 corridas», adiantou.

As primeiras provas são para ser disputadas sem espectadores, mas mais tarde no ano a ideia é mudar e ter assistência no local.

«Trabalhamos com a Federação Internacional do Automóvel, autoridades locais e peritos para determinar as medidas de segurança para pessoas trabalhem e estejam alojadas de forma segura», sublinhou Chase Carey.

A Liberty Media anunciou uma quebra de 84 por cento no volume de negócios da actividade ligada à F1 no primeiro trimestre. A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 263 mil mortos e infectou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

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