Estrela brilhante a fechar dia de sobe e desce

Percurso exigente de Montalegre à Covilhã criou sorrisos de Lés-a-Lés. A primeira etapa da sexta edição de Portugal de Lés-a-Lés Off-Road deixou para trás as serranias do Barroso, entre o nevoeiro e alguma chuva miudinha, até chegar à grandiosa Serra da Estrela…

(auto.look2010@gmail.com)

Sorrisos empoeirados mas brilhantes na chegada à Covilhã marcaram o final da 1.ª etapa do 6.º Portugal de Lés-a-Lés Off-Road, depois de 326 quilómetros muito exigentes desde Montalegre. Um dia pleno de sobe e desce, deixando para trás as serranias do Barroso rumo à Serra da Estrela, que apelou à capacidade técnica e física dos participantes, exponenciando o caráter aventureiro do evento organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal.

Jornada de contrastes que começou com o nevoeiro e alguma chuva miudinha a encobrir a espetacularidade da travessia transmontana até Vila Real para, na passagem pela antiga linha de comboio do Corgo até à Régua, surgir o sol que haveria de acompanhar a caravana até final da jornada.

Morrinha matinal que teve o condão de aplacar o previsível pó, facilitando a transposição de duas subidas mais íngremes logo nos quilómetros iniciais, forma de aquecer os músculos antes da passagem pela albufeira criada no rio Rabagão pela barragem de Pisões.

Com muito menos água que o esperado foi, ainda assim, ponto marcante na tirada, tal como na memória ficará o ar místico conferido pelo nevoeiro em algumas zonas onde sobrevivem castanheiros, carvalhos e outras árvores seculares.

“Perdeu-se” o vale da Samardã “ganhou-se” a paisagem do Alto Douro Vinhateiro que a UNESCO nomeou Património da Humanidade, rumo à Régua onde os amadores do Lés-a-Lés se cruzaram com os “pros” na prova do Campeonato Nacional de Enduro.

Claro que, porque a tradição é para ser mantida, não faltaram algumas zonas de maior dificuldade nas escarpas durienses, obrigando a trabalhos forçados e muito concentração para passar pelos trilhos mais técnicos. Local onde, contrariando todas as expetativas, as afoitas Vespa’s ou até uma pequeníssima Brixton passaram sem problemas, ao contrário de motos de outro gabarito.

Exigências técnicas e físicas que vão continuar na 2.ª etapa, entre a Covilhã e Borba, com 307 quilómetros e passagens bem contrastantes nas paisagens dos eucaliptais do centro do País e a beleza do Parque Natural da Serra de São Mamede

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