Estónio Ott Tanak favorito na… Estónia

Parado desde Março, mês da realização do Rali do México, o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) está de volta com uma novidade, o Rali da Estónia, 33.º país a integrar o calendário do “Mundial” das provas de estrada.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

O francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris WRC), vencedor da prova mexicana, chega à Estónia no comando do campeonato, com oito pontos de avanço sobre o galês Elfyn Evans (Toyota Yaris WRC), que triunfou na Suécia, e 10 sobre o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC), o primeiro a subir ao lugar mais alto do pódio esta temporada como consequência de ter sido o mais rápido em Monte Carlo.

A longa paragem faz com que haja uma grande interrogação quanto ao momento dos pilotos que estiveram quase seis meses sem competir, o que pode ajudar ao aparecimento de uma surpresa.

A “jogar em casa” e empurrado pelos milhares de espectadores que não deixarão de acorrer à estrada, o estónio Ott Tanak (Hyundai i20 Coupé WRC) parte como principal favorito, podendo ser o quarto vencedor do ano, noutras tantas provas, se souber gerir a enorme pressão a que vai ser sujeito.

Vítima de um violento acidente em Monte Carlo, os segundos lugares alcançados na Suécia e no México mostram que o piloto não acusou os efeitos psicológicos que tal tipo de situação sempre provoca e com o “empurrão” do público quererá dar-lhe a alegria do triunfo, logo na estreia no “Mundial”.

Deste quarteto deverá sair o vencedor da prova, porque, pelo que se viu nas provas anteriores, mais ninguém tem o seu ritmo, embora possa aproveitar qualquer erro para subir na classificação.

A ESTRADA

A anormal situação que se vive e a necessidade de encurtar a duração da prova, faz com que o Rali da Estónio seja mais compacto do que é habitual. A competição arranca, amanhã, sexta-feira, com a Super Especial de abertura, para prosseguir no sábado com uma dupla passagem por cinco classificativas e terminar, no domingo, com uma dupla passagem, mas desta feita, por três provas de classificação.

De assinalar que a “Power Stage” tem uma extensão (20,04 km) mais longa do que é habitual e só não é a mais comprida especial por perder, por 890 metros (20,93 km) para a classificativa de abertura de sábado.

Classificações dos “Mundiais”

PILOTOS – 1.º Sébastien Ogier, 62 pontos; 2.º Elfyn Evans, 54; 3.º Thierry Neuville, 42; 4.º Kalle Rovampera, 40; 5.º Ott Tanak, 38; 6.º Teemu Suninen, 26; 7.º Esapekka Lappi, 24; 8.º Sébastien Loeb, 8; 9.º Pontus Tidemand, 8; 10.º Takamoto Katsuta, 8; 11.º Craig Breen, 6; 12.º Nikolay Gryazin, 6; 13.º Marco Bulacia Wilkinson, 4; 14.º Eric Camilli, 2; 15.º Gus Greensmith, 2; 16.º Mads Ostberg, 1; 17.º Jari Huttunen, 1; 18.º Ole Christian Veiby, 1.

 

NAVEGADORES – 1.º Julien Ingrassia, 62 pontos; 2.º Scott Martin, 54; 3.º Nicolas Gilsoul, 42; 4.º, Jonne Halttunen, 40; 5.º, Martin Jarveoja, 38; 6.º, Jarmo Lehtinen, 26; 7.º, Janne Ferm, 24; 8.º, Daniel Elena, 8; 9.º, Patrik Barth, 8; 10.º, Daniel Barritt, 8; 11.º, Paul Nagle, 6; 12.º, Yaroslav Fedorov, 6; 13.º, Giovanni Bernacchini, 4; 14.º, François-Xavier Buresi, 2; 15.º, Elliott Edmondson, 2 ; 16.º, Torstein Eriksen, 1; 17.º, Mikko Lukka, 1; 18.º, Jonas Andersson, 1

CONSTRUTORES – 1.º Toyota Gazoo Racing World Rally Team, 110 pontos; 2.º Hyundai Shell Mobis World Rally Team, 89; 3.º M-Sport Ford World Rally Team, 65.

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