Duas equipas lusas no Trial das Nações em Ibiza

Com duas equipas, masculina e feminina, Portugal, liderado pelo lousanense Filipe Paiva, do Trialmotor, esteve este fim‑de‑semana representado em mais uma edição do Trial das Nações, desta feita realizado na bonita e solarenga ilha mediterrânica de Ibiza.

(auto.look2010@gmail.com)

Com o centro nevrálgico da competição localizado no famoso Porto de Ibiza a prova balear levou as melhores equipas e pilotos até à 36.ª edição da prova por selecções que nas anteriores 35 edições foi ganha por 25 vezes pela Espanha, 5 pela França, 4 pela Grã-Bretanha e uma pela Itália.

Filipe Paiva, Diogo Vieira e Leandro Castro foram os pilotos da selecção masculina, que enfrentou outras 12 equipas na competição “Internacional”, o segundo patamar do Trial das Nações, sendo que na “classe rainha” estão as selecções mais fortes do trial mundial, à qual acede a equipa que vence a “Internacional”, destronando a última das

seis equipas da competição “Mundial”.

Na qualificação, realizada no sábado, os lusos qualificaram na nona posição, definindo assim a sua posição na partida para a prova neste domingo onde tiveram que enfrentar uma dupla passagem pelas 15 zonas de obstáculos.

Na primeira volta o trio português somou 81 pontos de penalização, reduzindo para 72 na segunda passagem, para um total de 153 pontos aos quais juntos mais dez de penalização fechando a contagem com 163.

Nota para as 25 zonas sem penalização que os três portugueses conseguiram, terminando a prova num positivo 11.º lugar.

Do lado feminino, a equipa lusitana era composta por Rita Vieira, Sofia Porfírio e Mariana Afonso, sendo para esta a estreia na mais importante competição a nível mundial. A equipa qualificou na oitava posição e foi nessa mesma posição que as três pilotos fecharam as contas deste Trial das Nações – entre nove equipas presentes – fechando a primeira volta com 77 pontos somados, sendo que na segunda melhoraram o registo e contabilizaram 70 pontos para um total final de 147 – cada ponto

corresponde a uma penalização (pé no chão) na transposição dos obstáculos, sendo que as zonas de obstáculos não ultrapassadas valem cinco pontos de penalização. A equipa portuguesa ultrapassou 18 zonas sem qualquer penalização.

Resultados positivos para as equipas portuguesas perante as maiores potências mundiais daquela que é eventualmente a mais técnica das disciplinas do motociclismo, sendo que na cerimónia de entrega de prémios foi oficialmente “passado o testemunho” a Portugal para a organização da próxima edição da prova que já passou por Portugal em 2002, sendo então realizada em Paços de Ferreira. No próximo ano será em Gouveia.

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