Diogo Ventura sagrou-se tricampeão de Enduro

O piloto de Góis esteve ao seu melhor nível em Cabeceiras de Basto e regressou a casa com a bagageira lotada com a conquita do “tri” no Campeonato Nacional de Enduro.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) – Fotos: JOÃO DA FRANCA

Diogo Ventura não terminou a temporada de 2021 tal e qual como iniciou: a triunfar. Aos comandos de uma Beta 250, o piloto da Beta Portugal/Góis Moto Clube/Moto Espinha quedou-se pelo terceiro lugar em Cabeceiras de Basto mas não deixou os seus créditos por mãos alheias e voltou a rubricar uma prestação notável.

Foi sempre ao ataque que defendeu o título Elite absoluto, primeiro com um triunfo em Vila Nova de Santo André, diante de um forte contingente sedento por regressar à competição, terminando agora no lugar mais baixo do pódio, mas saiu de Cabeceiras de Basto com o título nacional absoluto no bornal.

Aliás, o piloto goiense já tinha conquistado o ceptro com antecedência, em Fafe, mas devido ao fatídico desfecho com a morte de Paulo Moreno (Sherco) no decurso do primeiro de dois dias de prova. O piloto fafense, de 56 anos, foi socorrido mas já estava em paragem cardiorrespiratória.

Com o Enduro Serras de Fafe definitivamente cancelado, Diogo Ventura, sabedor do que lhe tinha acabado de acontecer, não esboçou um milímetro que fosse para celebrar o título, optando, legitmamente, por prestar o tributo ao saudoso piloto Paulo Moreno.

O piloto da Beta Portugal/Góis Moto Clube/Moto Espinha aproveitou a aragem fresca de Cabeceiras de Basto para aquecer o momento em que ultrapassou a linha de chegada da prova desenhada pelo Extreme Clube de Lagares.

Foi com arte e engenho que Diogo Ventura ultrapassou as adversidades da competição, mas também com a felicidade vincada no rosto, fruto do seu trabalho orgulhoso e de toda a equipa ao conquistar o rótulo de “tricampeão” Nacional absoluto de Enduro. Trata-se do quarto título absoluto conquistado pelo piloto de Góis.

Refira-se que, em Cabeceiras de Basto, Diogo Ventura foi quem melhor arrancou mas acabaria por perder-se no percurso e, com isso, sofrer uma penalização de 1 minuto que, no entanto, viria a ser retirado mais tarde. O piloto de Góis venceu todas as especiais da primeira volta mas Gonçalo Reis (Gas Gas) e Luís Oliveira (Yamaha) atacaram na segunda passagem e aproveitar um erro do piloto do Góis Moto Clube na Extreme Test 2 para relegar o campeão para o 3.º posto. Gonçalo Reis liderou quase até final mas Luís Oliveira acabou por conquistar a sua primeira vitória em termos globais, relegando para o lugar intermédio do pódio o piloto de Sintra.

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