Dificuldades em descobrir um novo traçado

Na “montanha russa”, bem diferente da maior parte dos traçados utilizados na Fórmula 1, os pilotos enfrentaram um novo desafio, mas não esconderam que o “circuito” algarvio era uma novidade bem-vinda.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com) – Fotos: PAULO MARIA / DPPI

O sol algarvio recebeu a caravana de Fórmula 1, 24 anos depois da última presença da disciplina em Portugal, com os pilotos a encontrarem um asfalto “verde”, por ser novo e não ter borracha, o que complica a eficácia dos pneus e levou a que muitos não tivessem evitado piões e saídas da pista, com o holandês Max Verstappen (Red Bull/Honda) a abrir as hostilidades nesse capítulo.

Na “montanha russa” que é o traçado do Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, bem diferente da maior parte dos traçados utlizados na F1, os pilotos enfrentaram um desafio diferente, mas não escondiam que o circuito algarvio era uma novidade bem-vinda.

Conscientes da necessidade de aprender as “armadilhas” do traçado, os pilotos estiveram muito tempo na pista, com a maioria a cumprir mais de 30 voltas, algo que não costuma acontecer em traçados conhecidos, mas isso não impediu que os Mercedes dominasse, com o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes) a ser, pela sétima vez consecutiva, o mais rápido no primeiro treino livre.

A superioridade dos “Mercedes boys” traduziu-se no facto de serem os únicos a chegar ao segundo “18”, com Max Verstappen a ser o terceiro mais rápido, mas já a mais de sete décimos do finlandês.

O monegasco Charles Leclerc (Ferrari) assegurou o quarto tempo, à frente do inglês Alexander Albon (Red Bull/Renault) que, com este resultado permitiu à Red Bull juntar-se à Mercedes no conjunto das equipas que colocaram os seus dois pilotos no lote dos 10 mais rápidos.

O espanhol Carlos Sainz (McLaren/Renault), o mexicano Sergio Perez (Racing Point/Mercedes), o finlandês Kimi Raikkonen (Alfa Romeo/Ferrari), o australiano Daniel Ricciardo (Renault) e o francês Pierre Gasly (Alpha Tauri/Ferrari) completaram o lote dos 10 mais rápidos, com destaque para o oitavo tempo de Kimi Raikkonen e para o facto de Haas e Williams ser as únicas equipas que não conseguiram ter alguém no “top ten”.

HASS TROCA DE PILOTOS

Antes do GP de Portugal ficou a saber-se que a Haas vai trocar de pilotos em 2021, com o francês Romain Grosjean e o dinamarquês Kevin Magnussen, cuja saída foi confirmada por todas as partes, a deverem ser substituídos pelo alemão Mick Schumacher, vindo da Academia Ferrari, fornecedora de motores da equipa norte-americana, e pelo russo Nikita Mazepin.

Ao que tudo indica o francês irá prosseguir a carreira no WEC ou na Fórmula E, enquanto o dinamarquês, que ainda não perdeu a esperança de continuar na F1, poderá, se isso não acontecer, rumar ao campeonato CART.

Tempos do treino

PILOTO CARRO MOTOR TEMPO
Valtteri Bottas Mercedes W11 Mercedes 1’18,410″
Lewis Hamilton Mercedes W11 Mercedes 1’18,479″
Max Verstappen Red Bull RB16 Honda 1’19,191″
Charles Leclerc Ferrari SF1000 Ferrari 1’19,309″
Alexander Albon Red Bull RB16 Honda 1’19,365″
Carlos Sainz McLaren MCL35 Renault 1’19,441″
Sergio Perez Racing Point RP20 Mercedes 1’19,907″
Kimi Raikkonen Alfa Romeo C39 Ferrari 1’19,954″
Daniel Ricciardo Renault RS20 Renault 1’20,058″
Pierre Gasly Alpha Tauri AT01 Honda 1’20,124″
Sebastian Vettel Ferrari SF1000 Ferrari 1’20,200″
Lando Norris McLaren MCL35 Renault 1’20,207″
Danill Kvyat Alpha Tauri AT01 Honda 1’20,278″
Kevin Magnussen Haas VF-20 Ferrari 1’20,846″
Lance Stroll Racing Point RP20 Mercedes 1’20,954″
Antonio Giovinazzi Alfa Romeo C39 Ferrari 1’21,009″
Romain Grosjean Haas VF-20 Ferrari 1’21,169″
George Russell Williams FW 43 Mercedes 1’21,374″
Esteban Ocon Renault RS20 Renault 1’21,673″
Nicholas Latifi Williams FW 43 Mercedes 1’22,054″

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