Dia inaugural dos ISDE “agridoce” para Portugal

Na sua 95.ª edição os International Six Days Enduro cumpriram hoje, no Norte de Itália, o dia inaugural de prova, com a presença de 13 pilotos, com o piloto sintrense Gonçalo Reis a abandonar na sequência de um problema técnico.

(auto.look2010@gmail.com) – Fotos: ENDURO 21 | ANDREA BELLUSCHI E OFICIAIS

Josep Garcia

O espanhol Josep Garcia é o primeiro líder da classificação individual nos International Six Days Enduro (ISDE) território nortenho de Itália, no entanto são as equipas italianas que estão no topo dos resultados ao cabo do primeiro dia, com o tempo de 2h27m24,7s.

Josep Garcia estabeleceu o melhor tempo entre os cerca de 630 pilotos que alinham na prova transalpina, passando a liderar em termos individuais, ajudando também a selecção espanhola a alcançar a segunda posição, a 52,37 segundos dos líderes.

Quanto selecção dos Estados Unidos da América, actuais campeões dos ISDE, esteve algo apagada, embora a progressão dos pilotos norte-americanos fossem avançando na classificação já no final do dia, com Taylor Robert (7.º), Ryan Sipes (10.º) e Johnny Girroir (12.º) a colocarem a equipa no terceiro lugar.

Diogo Ventura

Entre os portugueses e com um longo percurso de 195 quilómetros a ser percorrido por uma única vez, o dia inaugural dos International Six Days Enduro ficou marcado pelo abandono de Gonçalo Reis motivado por um problema técnico, ao nível do sensor na sua moto. Como um azar nunca vem só, as cores lusitanas, além de ficar irremediavelmente “amputada” de um dos seus membros, vão ficar ficam condicionadas nas aspirações em termos classificativos.

Refira-se que, ao abrigo do regulamento, são válidas as três melhores pontuações entre os quatro pilotos da equipa sénior, podendo ser excluída a desistência do piloto do Magoito, mas ficando já a equipa impedida de registar outro abandono entre os três que ficam em prova, nomeadamente Rui Gonçalves, Diogo Ventura e Luís Oliveira. A equipa fechou este primeiro dia na sétima posição, a menos de um minuto do sexto lugar que está na posse da formação canadiana.

Rui Gonçalves

«Hoje sabia que ia ser um dia difícil na classificação geral por estar nos 10 primeiros pilotos a abrir as especiais. Além disso, a chuva na última especial acabou por prejudicar alguns pilotos, incluindo eu que não evitei uma queda. No entanto, a parte boa é que ainda temos cinco dias para melhorar, até porque os nossos assistentes estão a ser incansáveis para que nada nos falte», confidenciou Diogo Ventura.

Entre os Juniores, com três pilotos em cada equipa, a selecção nacional encerrou a contagem no oitavo posto, a 7m16,2s da liderança, e a pouco mais de um minuto e meio do sétimo lugar e com 40 segundos de vantagem sobre os checos que estão logo atrás.

Nota muito positiva para a prestação da equipa feminina que terminou a dura jornada na quarta posição, num dia marcado também por problemas com o radiador na moto de Rita Vieira, perfeitamente controlados e geridos pela jovem piloto de Vila Nova de Gaia.

Rita Vieira

«Primeiro dia concluído com muito pó, muitas pedras e algumas quedas à mistura. Foi uma prova atribulada com a troca de um radiador devido à queda, mas felizmente que a minha moto ficou pronta para amanhã. Um gigante obrigado a toda a comitiva e pilotos que me ajudaram e amanhã é um novo dia», referiu Rita Vieira.

Lado a lado com Bruna Antunes e Joana Gonçalves estiveram em plano de destaque ao rodar sempre entre as 10 mais rápidas e fechando o dia num brilhante quarto posto, com olhos postos no pódio.

O segundo dia de prova a realizar amanhã, irá repetir o mesmo percurso, com os 195 quilómetros a significarem cerca de sete horas e meia de corrida.

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