DGS está a rever público na F1 e MotoGP

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) está a rever a autorização para a presença de público em eventos desportivos, em especial nos grandes prémios de Portugal de Fórmula 1 e MotoGP, admitindo a sua redução, revelou hoje Graça Freitas.

(auto.look2010@gmail.com)

«Em relação ao público nos eventos está a ser equacionado, conforme a zona, se vai ou não haver e a redução que pode existir. A DGS está a rever a programação em termos de público nos eventos desportivos, em função da evolução da situação epidemiológica e da região do país (onde se vão realizar), que não é uniforme», disse a directora-geral da Saúde, em conferência de imprensa destinada a fazer o balanço da pandemia da Covid-19.

Graça Freitas advertiu que «a situação é preocupante», o que leva a autoridade de saúde a agir de forma «muito cautelosa», adiantando que a presença de espectadores em espectáculos desportivos «está a ser equacionada conforme a zona, com a redução que terá de existir».

A DGS já tinha dado parecer favorável – sem estabelecer números – à presença de público no Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, que se vai realizar entre 23 e 25 de Outubro, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, com capacidade para perto de 100.000 espectadores.

A prova de MotoGP, que, à semelhança da F1, foi incluída no calendário do Mundial de velocidade de motociclismo deste ano devido ao cancelamento de várias corridas, vai disputar-se em 22 de Novembro, também no circuito algarvio, devendo contar com a participação do piloto português Miguel Oliveira.

«Sempre disse que todas as situações de público em eventos desportivos tinham a ver com tipo de evento e a situação epidemiológica. Neste momento, ambas as questões estão a ser equacionadas consoante região do país e incidência de casos nessa região», reforçou.

Portugal regista hoje 2.608 novos casos de infecção com o novo coronavirus, o valor diário mais elevado desde o início da pandemia da Covid-19 (o terceiro dia consecutivo acima de dois mil novos casos), e 21 mortos, segundo o boletim epidemiológico da DGS. Desde o início da pandemia, Portugal já registou 2.149 mortes e 95.902 casos de infecção, estando activos 37.697 casos.

 

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