Design e requinte no Mustang Mach-E

Menos é mais: como uma nova abordagem de design mudou o ponto de vista do condutor e abriu caminho para o modelo que, removendo elementos não essenciais do habitáculo, cria um espaço holístico.

(auto.look2010@gmail.com)

Entrar no novo Mustang Mach-E é experienciar um habitáculo diferente de qualquer outro modelo anterior da Ford. O design integralmente novo é o culminar do requinte que faltava aos elementos que os clientes desejam em termos de espaço, tecnologia e sensação “acolhedora” do interior.

Apesar da tendência dos habitáculos nas últimas décadas caminhar na direcção do “mais”, com mais botões, mais funcionalidades, mais elementos, a Ford optou por uma abordagem minimalista, recorrendo a um design centrado no factor humano, removendo elementos não essenciais do habitáculo e criando um espaço holístico. O resultado, quando sentados no lugar do condutor a bordo do novo e 100% eléctrico Mustang Mach-E, é um campo de visão que se assume como uma referência no caminho para a electrificação.

«Quando pensamos na evolução dos automóveis, pensamos em como mudaram no exterior, mas é do interior que os condutores e os passageiros os vêem na maior parte do tempo», disse Amko Leenarts, director de design na Ford Europa.

«Tem sido uma viagem incrível rumo ao dinâmico e holístico interior do Mustang Mach-E, um habitáculo que oferece mais com menos, dando prioridade ao fácil acesso a todos os controlos principais. Vamos continuar a adotar esta abordagem nos nossos futuros modelos, ouvindo os nossos clientes e desenhando interiores que correspondam cada vez mais às suas necessidades», acrescentou.

O design minimalista tem como objectivo oferecer aos condutores um ambiente mais confortável e simples. No caso do Mustang Mach-E, foi incluído um grande ecrã táctil, colocado em posição central, que reúne num único local grande parte dos controlos do veículo.

O tablier de linhas suaves com altifalante integrado é o mais recente desenvolvimento de uma procura contínua por conseguir tornar a condução e as viagens numa experiência o mais harmoniosa possível. Por exemplo, zonas de carregamento sem fios e um manual de utilizador em formato digital evitam o recurso a cabos e ao papel.

«Com um piso plano, da frente até à traseira, os novos automóveis electrificados permitem oferecer mais espaço e ao mesmo tempo dão aos designers uma folha em branco na qual podem criar habitáculos onde as pessoas são colocadas no centro do processo criativo», sublinhou ainda Amko Leenarts.

Para compreender melhor as gerações mais novas, nascidas no mundo digital, e antecipar tendências futuras, a Ford embarcou no ano passado num projecto único: criar em conjunto com gamers um carro de corridas virtuais. Perto de 250 mil fãs dos desportos participaram em inquéritos online para ajudar a determinar o visual, interior e exterior, do nosso radical carro de competição Team Fordzilla P1.

«O objectivo do carro de corridas P1 foi melhorar as características essenciais do mundo do gaming, nomeadamente a velocidade, as classificações nas corridas e os tempos por volta. Recorreu-se a uma palete de cores suaves para reduzir as distracções, permitindo que o condutor se possa focar na corrida. Da mesma forma podemos aplicar uma abordagem minimalista ao design dos habitáculos do futuro, em que aquilo que efectivamente lá deve constar é o que os clientes mais querem», comentou Robert Engelmann, designer de Interiores da Ford Europa.

A EVOLUÇÃO DO PONTO DE VISTA DO CONDUTOR

Os interiores dos automóveis mudaram muito desde que os condutores guardavam, de facto, luvas no porta-luvas, uma vez que os volantes de metal e madeira ficavam frios como gelo durante o inverno. Para evidenciar as mudanças, a Ford criou um vídeo que retrata o ponto de vista dos condutores numa dúzia de veículos, do Model T ao Mustang Mach-E, sem esquecer o que o futuro nos reserva.

Como mostra o vídeo, foram necessárias múltiplas inovações, implementadas ao longo de anos de desenvolvimento, e alguns caprichos para termos hoje interiores com tecnologia de ponta: as janelas de casa eram inicialmente utilizadas nos automóveis como equipamento opcional; os pára-brisas curvos levaram ao desenvolvimento do sistema de ar condicionado, uma vez que deixaram de poder ser abertos; aquando do seu surgimento, os rádios representavam 20% do valor de um veículo; os tabliers do pós-guerra eram influenciados pela corrida espacial, apresentando cada vez mais mostradores e interruptores, na medida em que a tecnologia começou também a ocupar um papel preponderante na vida das pessoas; o aparecimento dos jogos de vídeo e o uso dos comandos manuais influenciou o design do volante com botões, colocados em locais de fácil acesso aos polegares do condutor; os interiores actuais recorrem cada vez mais a materiais de grande durabilidade, capazes de suportar o contacto com produtos como os desinfectantes de mãos, protectores solares e repelentes de insectos.

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