Desgaste dos pneus preocupa na Turquia

Um ano depois, a Fórmula 1 regressa a Istambul Park que, o ano passado, foi solução de recurso, depois da anulação de várias provas em consequência da pandemia.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

O facto do ano passado o traçado ter levado um novo asfalto, fez com que os pneus tivessem dificuldade em os fazer a funcionar de forma correcta, mas as manobras que foram feitas para o tornar mais aderente, podem torná-lo um problema para os pilotos. E tudo isto porque a Pirelli só tomou conhecimento desse trabalho depois de ter escolhido as três gamas mais macias de pneus para a prova turca.

Se as previsões se confirmarem, e o tempo estiver seco, é natural que muitas decisões sejam tomadas no muro das “boxes”, com a definição da melhor estratégia a poder ser determinante para a obtenção de um bom resultado.

Tudo aponta para mais um duelo entre o inglês Lewis Hamilton (Mercedes) e o neerlandês Max Verstappen (Red Bull/Honda), com o inglês a chegar a Istambul com dois pontos de vantagem sobre o seu adversário, este ano a mostrar uma competitividade e uma consistência que não tinha sido vista em anos anteriores.

Contudo, essa expectativa pode sumir-se se a Mercedes optar por trocar a unidade motriz do carro de Lewis Hamilton, que, nesse caso, terá de largar do fundo da grelha, o que o obrigará a uma corrida de recuperação para, pelo menos, chegar aos pontos.

O terceiro motor do inglês foi montado na Bélgica e a equipa parece ter dúvidas quanto à sua eficácia actual e admite a possibilidade de o trocar, antes da prova turca, para evitar correr o risco de ver Lewis Hamilton ter dificuldades em Istambul e mais tarde ser obrigado a trocar de motor, o que seria uma dupla penalização.

Contudo, ao que se sabe, a decisão só será tomada no circuito depois de uma análise aos que se passar nos primeiros treinos. Se Lewis Hamilton trocar de motor, o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes) passa a ter um papel fundamental na estratégia da marca de Barckley, para suplantar Max Verstappen e permitir ao inglês minimizar os prejuízos.

Relegado para o fundo da grelha vai ser o espanhol Carlos Sainz (Ferrari), que vai dispor de uma nova unidade motriz, a exemplo do que sucedeu com o seu colega de equipa, o monegasco Charles Leclerc (Ferrari), em Sochi (Rússia), com a marca de Maranello a procurar levar vantagem sobre a McLaren na luta pelo terceiro lugar do “Mundial” de Construtores.

Com o campeonato a caminho do fim continuam as novidades em termos de calendário com o Qatar, que faz a estreia no “Mundial”, a ser palco de uma corrida a 21 de Novembro, que fecha o ciclo de três fins-de-semana seguidos de corridas no México, Brasil e Qatar.

O contrato garante a presença no calendário por 10 anos e tal como sucede no Bahrain, e deverá suceder na Arábia Saudita, a corrida será nocturna.

O traçado de Jeddah, na Arábia Saudita, que deverá ser uma das pistas mais rápidas do calendário, continua em obras e trabalha-se em contra-relógio para que a prova seja uma realidade, com as autoridades locais, que já venderam muitos bilhetes, a fazerem um esforço para que a corrida seja uma realidade.

No que diz respeito ao próximo ano, sabe-se que, em princípio, haverá 23 corridas, que haverá mais corridas de qualificação, ainda que o sistema de pontuação possa ser alterado, e que o GP de Mónaco será reduzido a três dias, em lugar dos quatro habituais.

Um cenário para o qual as equipas aproveitavam para acções de promoção dos seus patrocinadores, situação que já mereceu criticas dos pilotos, com o espanhol Fernando Alonso e o alemão Sebastian Vettel a mostraram o seu descontentamento.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º, Lewis Hamilton, 246,5 pontos; 2.º, Max Verstappen, 244,5; 3.º, Valtteri Bottas, 151; 4.º, Lando Norris, 139; 5.º Sérgio Perez, 120; 6.º, Carlos Sainz, 112,5; 7.º, Charles Leclerc, 104; 8.º, Daniel Ricciardo, 95; 9.º, Pierre Gasly, 66; 10.º, Fernando Alonso, 58; 11.º, Esteban Ocon, 45; 12.º, Sebastian Vettel, 35; 13.º, Lance Stroll, 24; 14.º, Yuki Tsunoda, 18; 15.º, George Russell, 16; 16.º, Nicholas Latifi, 7; 17.º, Kimi Raikkonen, 6; 18.º, Antonio Giovinazzi, 1;

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 397,5 pontos; 2.º, Red Bull Racing Honda, 364,5; 3.º, McLaren F1 Team, 234; 4.º, Scuderia Ferrari Mission Winnow, 216,5; 5.º, Alpine Renault, 103; 6.º, Scuderia Alpha Tauri Honda, 84; 7.º, Aston Martin Cognizant F1 Team, 59; 8.º, Williams Mercedes, 23; 9.º, Alfa Romeo Racing Ferrari, 7.

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