Daniel Jordão é campeão nacional TT absoluto

Piloto da Figueira da Foz é o novo campeão nacional absoluto de todo-o-terreno, sucedendo a António Maio, depois de terminar a Baja Portalegre 500 na 5.ª posição da geral.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) – Fotos: JOÃO DA FRANCA E OFICIAIS

Na sequência de uma temporada bastante produtiva, Daniel Jordão, da Figueira da Foz, sagrou-se campeão nacional absoluto de todo-o-terreno das duas rodas. Na Baja Portalegre 500, o piloto que defende as cores do Góis Moto Clube conduziu a sua Yamaha pela estrada do sucesso, com o 5.º lugar registado no final permitiu-lhe inscrever o seu nome na lista de campeões nacionais absolutos da especialidade, conquistando, também, o título nacional da classe TT2 e o prémio “Road to Merzouga” da parceria do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno/Road to Dakar.

Na prova do Automóvel Club de Portugal (ACP), em que Sebastian Bühler (Husqvarna) foi o vencedor, seguido da Yamaha do ex-campeão António Maio, o novo campeão nacional de todo-o-terreno absoluto não escondeu e felicidade quando chegou à Herdade das Coutadas.

«Obviamente que estou muito feliz por suceder a António Maio na qualidade de campeão nacional de todo-o-terreno absoluto mas, sinceramente, nunca me passou pela cabeça chegar ao final do campeonato com este estatuto», sublinhou Daniel Jordão.

Refira-se que, em 2015, o piloto da Figueira da Foz também “saboreou” os “ingrediente” de campeão nacional de T1. O “paladar” foi recuperado 14 anos depois mas, para Daniel Jordão, o “sabor” é «completamente diferente», pulverizadas com “especiarias” alentejanas.

«A Baja Portalegre 500 é o culminar de uma época consistente, um sonho tornado realidade. Os dois títulos nada têm a ver um com o outro. O primeiro teve a particularidade de, no final da temporada, abandonar a competição, achando que tinha culminado a minha carreira desportiva ao mais alto nível, mas este segundo, rotulado de absoluto é, repito, mais do que um sonho tornado realidade, reforçando a ideia de que não devemos de deixar de lutar pelos nossos objectivos», sustentou o piloto apoiado pelo Góis Moto Clube.

Recorde-se que o piloto da Figueira da Foz desfrutava de três pontos de vantagem para Salvador Vargas, o seu mais directo opositor, pelo que a Baja Portalegre 500 foi encarada com alguma dose de precaução, até porque “cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.

Com a preocupação de atacar mas sem cometer grandes erros, Jordão foi eficaz e cumpriu a sua missão em Portalegre, até porque Salvador Vargas não foi além do 12.º lugar com alguns problemas à mistura na sua Husqvarna, deixando-o sem hipótese de travar a consagração de Daniel Jordão.

«Não houve nenhum plano delineado para a prova de consagração, mas sim uma fórmula de a administrar sem correr riscos desnecessários, não só pela dureza dos pisos da Baja Portalegre, mas também por rodar numa posição que permitisse controlar o posicionamento na classificação, optando pela máxima concentração e não esbanjar a pouca mas importante vantagem que desfrutava», confidenciou Daniel Jordão.

O piloto figueirense vai agora, legitimamente, deleitar-se com o título de campeão nacional de todo-o-terreno absoluto, um estatuto que não está ao alcance de muitos pilotos, mas que o Góis Moto Clube colecciona mais um ceptro, depois de Diogo Ventura ter conquistado o ceptro de campeão nacional de Enduro.

Partilhe

Deixe um comentário

avatar
  Inscrever  
Notificação