Dakar reduz os quilómetros e os participantes

A prova do próximo ano organizada pela francesa Amaury Sport Organisation (ASO), que se volta a disputar na Arábia Saudita, terá 555 participantes em 321 veículos.

(auto.look2010@gmail.com)

A 43.ª edição do Rali Dakar de todo-o-terreno, que se disputa de 2 a 15 de Janeiro, terá menos quilómetros e menos participantes do que a de 2020, marcada pela morte do piloto português Paulo Gonçalves (Hero). A prova do próximo ano, que se volta a disputar na Arábia Saudita, terá 555 participantes em 321 veículos. Destes, 144 são estreantes, 83 Legends e 26 veículos Dakar Classic.

Pela frente, os pilotos terão 7.646 quilómetros (menos 210 do que em 2020), 4.767 em especiais cronometradas (menos 300 do que em 2020). Ao todo, são menos 16 carros, 36 motos, cinco camiões e dois quads e mais 11 participantes em SSV, que enfrentam um percurso feito no sentido contrário ao do ano passado, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.

De acordo com o director de prova, o francês David Castera, «80 a 90 por cento é percurso novo» e a organização «aposta este ano em mais segurança, obrigando, por exemplo, os pilotos de mota a vestirem um casaco com airbag incorporado».

Também serão limitadas as mudanças de pistão nos motores das motos, de forma a obrigar os pilotos a dosear o andamento para poupar material. O mesmo princípio foi usado na obrigatoriedade de usar apenas seis pneus na classe dedicada aos pilotos amadores.

Haverá zonas de velocidade reduzida e com avisos sonoros e as reparações estão proibidas nas paragens obrigatórias para reabastecimento, de forma a obrigar os pilotos a dosear ainda mais o andamento. E, ao contrário do que acontecia até aqui, os road books (cadernos com as notas dos percursos) serão entregues aos pilotos apenas 10 minutos antes da partida de cada etapa (20 para as motas), sendo que o dos automóveis será em formato digital, entregue num tablet.

«Será um Dakar particular, como tudo o que se faz agora, Vamos fazer uma corrida sem espectadores, sem nada, com o mínimo de gente», sublinhou o director de prova. O prólogo em Jeddah será uma novidade em 2021, e vai determinar a ordem de partida dos concorrentes e, segundo David Castera, «a 11.ª e penúltima etapa será extremamente difícil, talvez a mais difícil, com 500 Km ao cronómetro, incluindo 100 quilómetros de dunas onde tudo será possível». Entre os participantes, Sébastien Loeb está de regresso, com um protótipo da Prodrive, o BRX, e terá a seu lado na equipa o espanhol Nani Roma.

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