Dakar abre amanhã “hostilidades” com 11 km

A 43.ª edição do Dakar – segunda em território da Arábia Saudita – arranca amanhã, com a estrutura organizativa, a francesa Amaury Sport Organisation (ASO), a contemplar pouco mais de uma dezena de quilómetros para definir a partida e onde pontificam alguns pilotos portugueses, ainda que em número mais reduzido relativamente a anos anteriores.

PEDRO RORIZ E CARLOS SOUSA (auto.look2010@gmail.com)

Um Prólogo de 11 km amanhã, que definirá a ordem de partida para cada uma das categorias em presença na etapa inaugural a desenvolver domingo, as hostilidades da 43.ª edição do Dakar, com os concorrentes a terem a primeira oportunidade para medir forças e constatarem da eficácia das máquinas que vão conduzir.

O Sector Selectivo (SS), desenhado a cerca de 30 km do Rei Abdullah Stadium, apresenta pistas de areia, que convidam a “deslizar” pelo traçado, restando saber se alguém é apanhado pelas “armadilhas” do deserto. Trata-se de um SS em que nada se ganha, mas onde tudo pode ser perdido, havendo mesmo quem possa fazer “jogadas tácticas” para não abrir a pista no dia seguinte, quando tudo começará a ser decidido.

Para o americano Ricky Barbec (Honda), vencedor o ano passado, «ganhar ou não, o “Dakar” muda a nossa vida, mas a vitória é a cereja no topo do bolo».

Por sua vez, o qatari Nasser Al-Attiyah (Toyota Hilux), que foi segundo em 2020, atrás do espanhol Carlos Sainz, não esconde que o «objectivo é ganhar e fi-lo sempre que tive o n.º 301». «Respeito todos os pilotos e estou grato a todos aqueles que tornaram possível estamos na Arábia Saudita para participar na prova, depois de um ano muito difícil para todos».

A lesão de Mário Patrão (KTM) e o teste positivo à Covid-19 de Manuel Porém afectaram o contingente português que estará presente na edição de 2021 do rali Dakar de todo-o-terreno, que arranca no sábado, na Arábia Saudita.

Se a fractura num fémur afastou definitivamente Mário Patrão da prova das motos, a Covid-19 impediu Manuel Porém de navegar o irmão Ricardo, antigo campeão nacional de todo-o-terreno, num Borgward, tendo sido substituído por Jorge Monteiro, que foi o seu navegador na estreia, em 2019.

Ainda nos automóveis participam os navegadores Filipe Palmeiro (que alinha com o lituano Benediktas Vanagas, num Toyota), Paulo Fiúza (acompanha o lituano Vaidotas Zala, num Agrorodeo) e José Marques, chamado à última da hora para substituir o navegador do também lituano Gintas Petrus, num Optimus.

Nos SSV, participam Rui Miguel Carneiro/Filipe Serra (MMP) e Lourenço Rosa/Joaquim Dias (Can-Am). O contingente maior surge nas duas rodas, em que o barcelense Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) procura honrar a memória do seu cunhado, Paulo Gonçalves, que faleceu vítima de queda na sétima etapa da edição de 2020.

«O último ano foi muito duro para mim e para toda a minha família. Perdemos um grande amigo, um parceiro, um colega de equipa, por isso foi mesmo duro. Entrei em depressão profunda depois disso, ainda estou a lutar para sair dela. Decidi voltar ao Dakar para honrar o Paulo e também tentar livrar-me dos traumas que tive com ele naquele deserto. Estou a tentar deixar o Paulo feliz e quero deixá-lo orgulhoso», explicou o piloto da Hero.

Consigo estará Sebastian Bühler, nascido na Alemanha mas há muito radicado em Portugal. Mas é com o manager algarvio de Olhão, Ruben Faria, que em 2013 foi segundo na prova das motas, que estão as maiores esperanças nacionais para uma vitória, já conquistada em 2020.

Alexandre Azinhais (KTM) fará a sua estreia nesta prova, assim como Rui Gonçalves (Sherco). O antigo vice-campeão mundial de motocross da classe MX2 (2009) foi contratado há um ano pela marca espanhola para liderar o projecto nos ralis, mas a pandemia acabou por estragar os planos ao transmontano, que viu a sua preparação ainda condicionada por uma lesão no cotovelo esquerdo.

Nos camiões, alinham José Martins (Iveco) como piloto, e Nuno Silva (Man) da Polaris Racing, como co-piloto do espanhol Alberto Herrero. No total são 15 pilotos e navegadores e um director desportivo.

Em suma, começa amanhã o Dakar, versão 2021. São 11 quilómetros de prólogo para definir a ordem de partida para a etapa inaugural da competição desenhada pela Amaury Sport Organisation. A primeira moto terá ordem de partida às 11h55 (hora de Portugal Continental) e, a primeira viatura, às 14h35.

As primeiras emoções podem ser vistas e revistas às 22h00, através de um resumo no Eurosport 1. Para evitar estratégias, o tempo conta para a geral de todas as categorias e será multiplicado por 4. Quem não completar o prólogo terá um tempo nominal de 25 minutos mais uma penalização de 10 minutos.

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