Cristina Gutierrez: de Burgos à fama do Dakar

 A espanhola de Burgos está confiante para “atacar” na máxima força a prova de todo-o-terreno mais dura do mundo, contando para o efeito com a experiência do co-piloto Pablo Moreno para conduzir o Mitsubishi Eclipse Cross entre os primeiros 25 participantes.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

A quarta participação consecutiva na prova de todo-o-terreno mais dura do mundo está a ser encarada com muito optimismo por Cristina Gutiérrez, piloto de Burgos que apresentou a equipa e a viatura em Boadilla del Monte, Madrid, cidade financeira do Banco Santander.

Com as “notas” e navegação entregues ao compatriota Pablo Moreno, a jovem piloto de 28 anos vai conduzir um Mitsubishi Eclipse Cross que estreou em Lower Aragon no pretérito mês de Julho. Com o número 336 nas portas da viatura da marca nipónica, a espanhola Cristina Gutierrz enfrenta um novo desafio, com a mudança da prova da América do Sul para a Arábia Saudita.

Nas três edições anteriores, a piloto natural de Burgos chegou sempre ao fim, com a particularidade de melhorar sucessivamente a sua prestação, pelo que a 42.ª edição do Rali Dakar, que terá 7.856 quilómetros, mais de cinco mil deles ao cronómetro e com 70% em deserto, «o objectivo é entrar nos “top 25” da classificação final».

«Esta quarta feira é um dia inesquecível, com a apresentação da minha viatura com a qual vou enfrentar o Dakar de 2020. Este é mais um sonho de estar à partida do rali mais duro do mundo, deixando um agradecimento a todos os que tornaram possível a minha participação na prova a fim de voltar a viver esta aventura e aos que me apoiem em todas as corridas», sublinhou Cristina Gutierrz.

Ciente da dureza que vai encontrar na prova desenhada pela francesa Amaury Sport Organisation (ASO) e, embora desconheça o traçado que vai encontrar, a piloto espanhola, no entanto, referiu que, «ao que tudo indica, as pistas da Arábia Saudita são muito mais rápidas relativamente à América do Sul, que eu gosto, mas prefiro as dunas».

«A pior coisa que já vivi no Dakar foi, sem dúvida, abordar as dunas à noite. É muito complicado. Este ano, na Arábia Saudita, o sol vai “desaparecer” mais cedo e, por isso, vai haver etapas que iremos efectuar durante a noite, o que pode trazer alguns dissabores», admitiu Cristina Gutierrz.

Porém, a jovem piloto espanhola defendeu que «gosta da pressão», mas na próxima edição «é importante não entrar em euforias, dado o desconhecimento da prova, embora a organização avence que vai ser melhor». «Como em tudo na vida, é preciso um pouco de sorte e acumular o menor número de erros para se chegar ao topo», concluiu.

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