Crianças preparam floresta do futuro

Terceira Campanha de Sensibilização Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés foi enorme sucesso, numa iniciativa que começou em Vila Pouca de Aguiar, passou na Pampilhosa da Serra e Coruche, para terminar na Praia de Faro.

(auto.look2010@gmail.com)

Particularmente atenta à urgência de precaver e preparar o futuro da floresta nacional, a Federação de Motociclismo de Portugal levou a cabo a 3.ª Campanha de Sensibilização Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés, reflexo do empenho de todos os motociclistas na chamada de atenção para a importância da plantação de árvores autóctones.

Acção organizada em paralelo com o 5.º Portugal de Lés-a-Lés Off-Road, passeio mototurístico que ligou Vila Pouca de Aguiar a Faro ao longo de cerca de 1.000 quilómetros percorridos maioritariamente em percursos de todo-o-terreno, visitando escolas do ensino básico e levando, aos mais novos, árvores autóctones para plantar nos recreios das escolas, explicando as vantagens e importância das espécies locais na reflorestação.

Iniciativa que contou com entusiasta apoio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, oferecendo cinco árvores das espécies mais indicadas para as escolas dos 4 concelhos que acolheram o evento, juntando-se a Pampilhosa da Serra e Coruche aos locais de partida e chegada da grande maratona mototurística.

Sem meios para distribuir e plantar os muitos milhões de árvores autóctones que Portugal necessita, a FMP criou esta campanha de sensibilização para incentivar as populações e sobretudo os mais jovens, a plantarem as espécies nativas das várias regiões. E, através de banda desenhada criada especificamente, explicar as vantagens e benefícios destas árvores no futuro do meio ambiente e das populações.

Com entusiástica adesão das autarquias, professores e alunos, a Campanha de Sensibilização Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés começou no Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar, com animado e pedagógico discurso do presidente da autarquia, Alberto Machado, que, entre outros pormenores, enalteceu a importância dos castanheiros na região, trazidos há 2.000 anos pelos romanos. Explicação que animou de tal forma os cerca de 300 alunos do Primeiro Ciclo que todos queriam agarrar na pá para contribuir na plantação de um freixo (Fraxinus angustifolia) em pleno recreio.

Animação que continuou na Pampilhosa da Serra, com os alunos da Escola Básica D. Eurico Dias Nogueira, em Dornelas do Zêzere, e da Escola Básica Escalada (Escola Sede), a revelarem grande sensibilidade à questão da resistência ao fogo pelas árvores autóctones, num concelho imensamente flagelado pelos incêndios nos pinhais e eucaliptais.

Percepção bem presente durante a plantação de dois sobreiros (Quercus suber) e enaltecida pela vereadora Isabel Tomé que recomendou aos petizes ‘conversarem’ com as árvores acabadas de plantar, tal como fazia a sua avó.

Continuavam os 350 motociclistas da caravana internacional rumo a sul, aproveitando a Campanha de Sensibilização para visitar a Escola Básica e Jardim de Infância da Erra, em Coruche, onde meia centena de alunos ajudou na plantação simbólica de um pinheiro-manso (Pinus pinea), reforçando “estatuto” de Eco-Escola, com uma participação bastante activa em acções de reflorestação.

Apoiados pela vereadora Célia Ramalho, que demonstrou grande sensibilidade para a botânica, os miúdos desataram aos pulos ao perceber que, se plantassem um bosque autóctone, poderiam ter nos seus terrenos pica-paus, mochos, corujas e esquilos…

A mesma espécie (Pinus pinea) foi apresentada aos 150 alunos do Agrupamento de Escolas de Montenegro, em Faro, onde o presidente da Junta de Freguesia, Steven Piedade, ajudou a escavar a cova para o pinheiro-manso, plantado num local onde ajudará também a fazer barreira ao ruído dos acessos ao aeroporto.

Demonstrando sempre enorme interesse e entusiasmo, todos os alunos ficaram “em pulgas” à espera da segunda visita da Campanha de Sensibilização Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés, em finais de Novembro, por ocasião do Dia Nacional da Floresta Autóctone. Altura com condições climatéricas mais adequadas para plantar árvores autóctones, em que serão oferecidos 850 exemplares de espécies locais a todos os alunos, professores e funcionários das escolas para cada um plantar nos seus quintais e jardins.

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