Corrida do título nos Estados Unidos da América

A vitória do britânico Lewis Hamilton no Grande Prémio do México de Fórmula 1 deixou o piloto da Mercedes a quatro pontos da conquista do sexto título mundial da carreira. Novos desenvolvimentos prosseguem na “terra do tio Sam”…

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Só se algo de muito imprevisto suceder é que o inglês Lewis Hamilton (Mercedes) não conquistará, domingo, no Circuito das Américas, o sexto título mundial, desfazendo a seu favor a igualdade com o argentino Juan Manuel Fangio e ficando a um ceptro do alemão Michael Schumacher.

Com 74 pontos de vantagem sobre o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes), quando estão em quase 78, basta-lhe um oitavo lugar, em caso de vitória e volta mais rápida do seu colega de equipa, para garantir o quarto título consecutivo.

Desde 2014, ano em que o conquistou pela primeira vez, pondo fim ao reinado do alemão Sebastian Vettel (Ferrari), só em 2016, e pelo seu colega de equipa, o alemão Nico Rosberg, é que Lewis Hamilton não foi campeão e fica a um título de poder igualar o feito de Michael Schumacher, único, até agora, a ganhá-lo por cinco vezes seguidas.

Com o título decidido, Ferrari e Red Bull/Honda correm pela glória de derrotar a Mercedes vencedora dos três últimos Grande Prémios (Rússia e México – Lewis Hamilton e Japão – Valtteri Bottas), com a marca da estrela a recuperar a superioridade que tinha perdido no regresso à competição, depois da pausa de verão.

Para que isso aconteça é preciso que a Ferrari não cometa erros estratégicos, como por vezes sucede, e que o holandês Max Verstappen, o piloto de ponta da marca de bebidas austríaca, saiba controlar os seus ímpetos, como se viu no Japão, onde se desentedu com o monegasco Charles Leclerc (Ferrari), logo na primeira curva e em particular no México, onde com a “pole position” na mão, que o podia levar à vitória, a não respeitar uma bandeira amarela e a ser penalizado em três lugares, para depois, logo nos primeiros metros, na ânsia de recuperar o lugar que era seu, “tocar” no Mercedes de Lewis Hamilton, furar um pneu, parar para o trocar, ser relegado para o fundo do pelotão e ser obrigado a recuperar até ao sexto lugar.

E se as seis primeiras posições estão, em princípio, definidas, ficando por saber qual a ordem pela qual os pilotos da Mercedes, Ferrari e Red Bull/Honda vão colocar-se, fica o interesse de saber como vai decorrer a luta no segundo pelotão.

Segundo pelotão onde a McLaren, que utiliza motores Renault, tem dominado, de forma clara, a equipa oficial da marca, situação que não tem caído bem no seio dos responsáveis, com as desclassificações do australiano Daniel Ricciardo (sexto) e do alemão Nico Hulkenberg (nono), no GP do Japão, a agravarem a situação.

Tudo começou com o protesto da Racing Point, com os comissários a considerarem que os RS19 dispunham de um sistema de repartição de travagem que funcionava de forma automática, em função da programação feita para cada circuito, e não por acção do piloto, o que fez com que fosse considerado como uma ajuda à condução algo que não é permitido pelo regulamento.

O facto da equipa oficial estar a ser batida por uma equipa cliente não tem caído bem junto dos responsáveis da marca, com a desclassificação no Japão a agravar a situação, havendo mesmo quem coloque em causa a continuidade da Renault na F1, tanto mais que a McLaren já anunciou que, a partir de 2021, vai passar a utilizar motores Mercedes, não havendo, aparentemente ninguém com vontade de utilizar os motores da marca do losango.

 

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Lewis Hamilton, 363 pontos; 2.º Valtteri Bottas, 289; 3.º Charles Leclerc, 236; 4.º Sebastian Vettel, 230; 5.º Max Verstappen, 220; 6.º Pierre Gasly, 77; 7.º Carlos Sainz, 76; 8.º Alexander Albon, 74; 9.º Sergio Perez, 43; 10.º Daniel Ricciardo, 38; 11.º Nico Hulkenberg, 35; 12.º Lando Norris, 35; 13.º Daniil Kvyat, 34; 14.º Kimi Raikkonen, 31; 15.º Lance Stroll, 21; 16.º Kevin Magnussen, 20; 17.º Romain Grosjean, 8; 18.º Antonio Giovinazzi, 4; 19.º Robert Kubica, 1.

CONSTRUTORES – 1.º Mercedes AMG Petronas Motorsport, 652 pontos; 2.º Scuderia Ferrari, 466; 3.º Aston Martin Red Bull Racing, 341; 4.º McLaren F1 Team, 111; 5.º Renault F1 Team, 73; 6.º Red Bull Toro Rosso Honda, 64; 7.º SportPesa Racing Point F1 Team, 64; 8.º Alfa Romeo Racing, 35; 9.º Rich Energy Haas F1 Team, 28; 10.º ROKiT Williams Racing, 1.

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