Condições atmosféricas podem condicionar

O circuito belga de Spa-Francorchamps, um dos traçados míticos do desporto automóvel, é palco, este fim-de-semana, da 13.ª prova do “Mundial” de F1, competição que regressa à actividade, depois da pausa de Verão.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Trata-se de um regresso preocupante, pois a instabilidade das condições atmosféricas no traçado das Ardenas pode “baralhar” as contas e permitir as surpresas, que tem sido escassas este ano face ao domínio da Mercedes.

Mais do que a superioridade da Mercedes, com 10 vitórias (oito do inglês Lewis Hamilton e duas do finlandês Valttei Bottas), a primeira parta da temporada ficou marcada pelo descalabro da Ferrari, que não venceu e foi batida pela Red Bull, que viu o holandês Max Verstappen triunfar nas outras duas provas.

Contudo, os responsáveis da marca de Maranello não escondem a convicção que as alterações introduzidas no defeso, nomeadamente o aumento da potência do motor, e o desenho dos traçados de Spa e Monza, a corrida que se segue, podem levar o “cavallino rampante”, com especial incidência no traçado italiano, onde nenhum ferratista admite a derrota.

E se do lado da Ferrari a pressão é enorme, como consequência do descalabro da temporada, depois de uns prometedores testes de Inverno, do lado da Mercedes reina a calma, com a consciência que só algo de muito imprevisto impedirá a revalidação dos títulos mundiais, o que, manter-se a superioridade exibida, poderá suceder muito antes do final do campeonato.

Com os títulos quase nas mãos, as atenções em Brackley viram-se para 2020, com a Mercedes a saber que contará com Lewis Hamilton, que tem mais um ano de contrato, mas havendo dúvidas quanto à possibilidade de Valtteri Bottas continuar a guiar um dos “flecha de prata”.

E se Totó Wolf desmentiu a possibilidade do inglês George Russell, que tem feito uma boa temporada face aquilo que a Williams pode oferecer, não é de descartar a possibilidade do francês Esteban Ocon, que cumpriu um ano sabático como terceiro piloto da marca, poder regressar às pistas no próximo ano em substituição do finlandês, que, nesse caso, poderá rumar à Renault.

Em contrapartida é certa a “despromoção” do francês Pierre Gasly, da Red Bull para a Toro Rosso, por o seu desempenho não ter correspondido às expectativas, com o tailandês Alexander Albon a assumir o papel de companheiro de equipa de Max Verstappen,

Trata-se da confirmação de algo de que se falava, face à diferença de resultados entre o holandês e o francês, com o tailandês a ver reconhecido o bom trabalho feito na equipa de Faenza.

Na Ferrari o futuro também está coberto por algum “nevoeiro”, parecendo certo que o monegasco Charles Leclerc continuará ao volante de um dos carros da equipa, mas fala-se que o espanhol Fernando Alonso poderá estar de regresso à F1, para substituir o alemão Sebastian Vettel, que parece disposto a “pendurar o capacete”, talvez desiludido pelo mau comportamento do carro e por ter um companheiro de equipa que o bate mais vezes do que o alemão gostaria.

No segundo pelotão curiosidade em ver se a McLaren, que o comanda, continua a dominar a Renault, que lhe fornece motores, algo que não tem caído bem entre os responsáveis da marca francesa.

Entretanto, o México viu confirmada a presença no “Mundial” de F1 até 2022, com Espanha, Itália e Alemanha a não terem assegurado, ainda a continuidade, num ano em que o número de corridas deverá subir para 22, com a Alemanha, salva este ano pelo apoio da Mercedes, a parecer ser aquela que está em maior risco, por a marca alemã ter revelado que não renovará o apoio.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Lewis Hamilton, 250 pontos; 2.º Valtteri Bottas, 188; 3.º Max Verstappen, 181; 4.º Sebastian Vettel, 156; 5.º Charles Leclerc, 132; 6.º Pierre Gasly, 63; 7.º Carlos Sainz, 58; 8.º Kimi Raikkonen, 31; 9.º Daniil Kvyat, 27; 10.º, Lando Norris, 24; 11.º Daniel Ricciardo, 22; 12.º Kevin Magnussen, 18; 13.º Lance Stroll, 18; 14.º Nico Hulkenberg, 17; 15.º Alexander Albon, 16; 16.º Sergio Perez, 13; 17.º Romain Grosjean, 8; 18.º Antonio Giovinazzi, 1; 19.º Robert Kubica, 1.

CONSTRUTORES – 1.º Mercedes AMG Petronas Motorsport, 438 pontos; 2.º Scuderia Ferrari, 288; 3.º Aston Martin Red Bull Racing, 244; 4.º McLaren F1 Team, 82; 5.º Red Bull Toro Rosso Honda, 43; 6.º Renault F1 Team, 39; 7.º Alfa Romeo Racing, 32; 8.º SportPesa Racing Point F1 Team, 31; 9.º Rich Energy Haas F1 Team, 26; 10.º ROKiT Williams Racing, 1.

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