Cobertura mediática no impacto económico

Paulo Pinheiro admitiu ainda a existência de «várias desistências» de estrangeiros, «que, ou não conseguiram viagem, ou estão com receio» de assistir à corrida.

(auto.look2010@gmail.com)

O principal impacto económico da Fórmula 1 Heineken Grande Prémio de Portugal, no Algarve, vai resultar da cobertura mediática e da continuidade da prova na região, defendeu hoje o líder da maior associação hoteleira da região.

O Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, vai acolher no domingo a 12.ª prova do Mundial de Fórmula 1, mas o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) considera necessário «garantir, em termos de futuro a continuidade do evento», já que, além dos fluxos turísticos que gera, tem «um peso mediático enorme».

«O principal impacto (económico) tem a ver com a cobertura mediática internacional e o seu contributo para a promoção e divulgação do Algarve internacionalmente, o que é um impacto francamente positivo», considerou. O responsável reconheceu que o impacto directo, calculado através da ocupação das unidades hoteleiras nas imediações no circuito, casos da Praia da Rocha e do Alvor, está «muito aquém do que seria normal».

«Há hotéis (nessa zona) com boas expectativas de ocupação. Não são muito elevadas, já não eram, e ainda menos agora com o agravamento da pandemia», referiu Elidérico Viegas, sublinhando que o evento vai atrair, sobretudo, espectadores nacionais, devido às restrições nos países de origem de potenciais espectadores e à lotação do autódromo estar «muito reduzida».

Elidérico Viegas reconheceu que os hotéis vão beneficiar das estadas dos portugueses, «apesar de curtas», e das «pessoas que gravitam à volta do evento», que envolve «bastante gente», havendo hotéis «que vão encerrar imediatamente a seguir» à prova.

No domingo, o administrador do AIA admitiu que o limite máximo para a corrida deve rondar os 27.500 espectadores, cerca de um terço da capacidade do recinto. Em meados de Setembro, Paulo Pinheiro estimava que a vinda da Fórmula 1 a Portugal poderia representar um impacto directo na economia da região algarvia superior a 100 milhões de euros.

Inicialmente, foram colocados à venda cerca de 46.000 bilhetes, mas as restrições poderão impossibilitar a existência de lugares de peão, e eventual distribuição pelas bancadas. Paulo Pinheiro admitiu ainda a existência de «várias desistências» de estrangeiros, «que, ou não conseguiram viagem, ou estão com receio» de assistir à corrida.

O Mundial de Fórmula 1 regressa a Portugal 24 anos depois, desta vez ao circuito algarvio, que vai acolher a Fórmula 1 Heineken Grande Prémio de Portugal entre sexta-feira e domingo, dia da 12.ª corrida da temporada.

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