Circuito é o maior de todos os cartazes em Vila Real

Vila Real prepara-se para acolher a quinta etapa da Taça do Mundo de Carros de Turismo (WTCR), que regressa dois anos depois e tem um orçamento municipal previsto de 1,5 milhões de euros.

(auto.look2010@gmail.com)

O Circuito Internacional de Vila Real, que tem como prova principal a corrida de WTCR, que conta com o português Tiago Monteiro (Honda Civic), vai voltar entre 1 e 3 de Julho, após a interrupção provocada pela pandemia da Covid-19. No circuito urbano estão já a ser montadas as estruturas de segurança e, segundo disse o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, a hotelaria e a restauração «têm ocupação já muito elevada para esse período».

«Tenho a expectativa que este vai ser um dos melhores anos de sempre, porque a percepção que vamos tendo é de grande ansiedade à volta das corridas», afirmou o autarca socialista. O evento, que integra provas internacionais e nacionais, é, na opinião do presidente, «o maior de todos os cartazes de Vila Real».

A organização do evento envolverá um orçamento «de mais de dois milhões de euros», contando com uma dotação orçamental municipal prevista de cerca de 1,5 milhões de euros. Na segunda-feira, os dois vereadores da oposição PSD na Câmara de Vila Real questionaram o presidente do município sobre a verba prevista para a realização da prova.

«Uma coisa é clara, nós somos inequivocamente favoráveis às corridas, percebemos que é mais um património dos vila-realenses, é uma marca que nos diferencia das outras cidades», afirmou o vereador do PSD Luís Tão.

No entanto, acrescentou que se começam a ver «muitas receitas próprias alocadas a eventos e a obras», acrescentando que o PSD questionou «porque é muito dinheiro que está envolvido».

«Nas corridas, o compromisso é por três anos. Podemos estar aqui a falar em mais de quatro milhões de euros envolvidos se o município não arranjar financiamento. Até ao momento não arranjou», frisou.

Luís Tão referiu que, com este alerta, também se pretende que «a câmara acelere um bocadinho a procura de financiamento e não esteja permanentemente a recorrer a receitas próprias, porque isso leva, mais cedo ou mais tarde, a um descalabro».

«Nós estamos disponíveis para aceitar todos os contributos que o senhor engenheiro Luís Tão estiver disponível para arranjar», afirmou, por sua vez, o presidente Rui Santos. O autarca referiu que as corridas sempre tiveram como principal garantia o financiamento da autarquia, que a verba inscrita no orçamento municipal para as corridas é idêntica à das últimas edições realizadas e que os avisos de candidaturas a fundos comunitários do Portugal 2030 para a internacionalização ainda não estão abertos.

«Para já, o valor está no orçamento municipal, estamos à espera que o novo quadro comunitário entre em vigor e, se tal acontecer, faremos obviamente candidatura e estamos também à espera de que o Orçamento do Estado (OE) seja aprovado para podermos falar com o Turismo de Portugal», salientou.

Da verba estimada para a realização do evento, cerca de 80% é destinada à homologação do circuito, pagamento de licenças e transmissão televisiva.

«Lembro que mais de 80 milhões de pessoas irão ver as provas no fim-de-semana em que elas são transmitidas pela Eurosport e, depois também, nas transmissões para mais de 100 canais a nível internacional», acrescentou Rui Santos.

A etapa de WTCR inclui ainda um programa de eventos paralelos, como concertos e, nesta edição, será também palco para filmagens para um filme de distribuição internacional ligado à velocidade. A temporada de WTCR arranca no fim-de-semana, no circuito francês de Pau, com a primeira das nove etapas da competição, que termina em Macau, entre 18 e 20 de Novembro.

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