“Circo” em Silverstone… onde tudo começou

Depois da deslocação ao Canadá, a Fórmula 1 está de regresso ao traçado onde tudo começou, a 13 de Maio de 1950, com o italiano Nino Farina (Alfa Romeo) a entrar para história como o primeiro vencedor de uma corrida do Campeonato do Mundo de Fórmula 1.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Uma história, com mais de 1.000 Grandes Prémios efectuados e que tem no topo da lista dos vencedores o inglês Lewis Hamilton que, por 107 vezes, subiu ao lugar mais alto do pódio. Ao longo dos tempos, o Circuito de Silverstone tem conhecido várias alterações até chegar à versão actual, na qual a maior modificação foi a passagem das “boxes” para o outro lado do traçado, por as existentes já não terem capacidade para albergar todas as exigências da F1 actual.

Red Bull e Ferrari têm dominado a temporada, como o demonstram as sete vitórias e as duas da segunda, e tudo indica que o mesmo suceda em Inglaterra, onde o neerlandês Max Verstappen (Red Bull/Honda) chega com seis vitórias, em nove corridas e 46 pontos de avanço sobre o seu companheiro de equipa, o mexicano Sergio Perez (Red Bull/Honda), que deu o sétimo triunfo à equipa das bebidas energéticas.

A Ferrari, que colecciona duas vitórias, nas três primeiras corridas, a que se seguiram seis triunfos da Red Bull, tem sido a equipa que tem feito maior oposição, em particular nas qualificações, onde o monegasco Charles Leclerc (Ferrari) é rei, com seis partidas da primeira posição da grelha. Em corrida, porém, por isto ou aquilo, a equipa italiana não tem conseguido traduzir em resultados os bons desempenhos dos treinos, algumas vezes por problemas técnicos, que têm condicionado o desempenho do monegasco.

Mas também por outros motivos por os seus pilotos não conseguirem contrariar a superioridade dos seus opositores, como se viu em Montreal, onde o espanhol Carlos Sainz (Ferrari), apesar de ter pneus mais frescos, nunca esteve em condições de impedir o triunfo de Max Verstappen.

Contudo, as alterações técnicas, contestadas por alguns, decididas pela FIA, para compensar o ondular dos carros que estava a provocar problemas de coluna, podem permitir aparecimento de surpresas. A Mercedes, que tem sido das mais prejudicadas, pode entrar na discussão pelas primeiras posições, de forma sustentada, algo que não tem acontecido com os seus pilotos a aproveitarem os problemas dos adversários para somarem pontos e subirem ao pódio.

Caso a Mercedes não tenha conseguido resolver os problemas que a têm afectado, terá de contar com a oposição de McLaren, Alfa Romeo e Alpine na luta pelo melhor do segundo pelotão, que poderá, caso os favoritos tenham problemas, ir ao pódio, o ano passado ocupado por Lewis Hamilton (Mercedes), Charles Leclerc (Ferrari) e Valtteri Bottas (Mercedes).

CLASSIFICAÇÕES DOS CAMPEONATOS

PILOTOS – 1.º, Max Verstappen, 175 pontos; 2.º, Sergio Perez, 129; 3.º, Charles Leclerc, 126; 4.º, George Russell, 111; 5.º, Carlos Sainz, 102; 6.º, Lewis Hamilton, 77; 7.º, Lando Norris, 50; 8.º, Valtteri Bottas, 44; 9.º, Esteban Ocon, 39; 10.º, Fernando Alonso, 22; 11.º, Pierre Gasly, 16; 12.º, Kevin Magnussen, 15; 13.º, Daniel Riccardo, 15; 18.º, Sebastian Vettel, 13; 15.º, Yuki Tsunoda, 11; 16.º, Alexander Albon, 3; 17.º, Guaynu Zhou, 3; 18.º, Lance Stroll, 3.

CONSTRUTORES – 1.º, Oracle Red Bull Racing, 304 pontos; 2.º, Scuderia Ferrari, 228; 3.º, Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 188; 4.º, McLaren F1 Team, 65; 5.º, Alfa Romeo F1 Team Orlen, 61; 6.º, BWT Alpine F1 Team 47; 7.º, Scuderia AlphaTauri, 27; 8.º, Aston Martin, 16; 9.º, Haas F1 Team, 15; 10.º, Williams Racing, 3.

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