Chuva na despedida do italiano Valentino Rossi

O italiano Valentino Rossi (Yamaha) considera que esta é «uma temporada especial», por ser a última da sua carreira como piloto de motociclismo, assumiu hoje numa conferência de imprensa de despedida, em Valência.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@mail.com)

A chuva marcou a primeira sessão de treinos livres para a derradeira prova da temporada, que fica assinalada pela despedida do italiano Valentino Rossi (Yamaha), nove vezes campeão do mundo, ao longo dos seus 26 anos de competição, com a particularidade de ser o único a conquistar títulos em 500cc e MotoGP.

No circuito Ricardo Tormo estão em exposição todas a motos que “Il Doctore” pilotou ao longo da sua carreira e é evidente a emoção vivida no “paddock” no derradeiro GP de um dos maiores ídolos das duas rodas.

Como tem sucedido sempre que o asfalto está molhado, a KTM coloca os seus pilotos em plano de evidência e isso sucedeu uma vez mais com o espanhol Iker Lecuona (KTM) a registar o melhor tempo e o português Miguel Oliveira (KTM) o terceiro, depois de na última volta ter tido hipótese de chegar ao topo da tabela de tempos.

Contudo, o piloto de Almada perdeu a posição na quarta secção do traçado, acabando por ficar a míseros 0,006 segundos do australiano Jack Miller (Ducati) que, apesar de uma queda, ficou a separar os dois homens da marca austríaca.

Os espanhóis Augusto Fernandez (Kalex) e Hector Garzo (Kalex) e o americano Joe Robert (Kalex), que se intrometeu entre os dois “motard” da casa, foram os mais rápidos entre os pilotos de Moto2, com o belga Barry Baltus (NTS) a colocar a NTS numa posição desconhecida ao longo da temporada.

Entre os candidatos ao título, vantagem do espanhol Raul Fernandez (Kalex), 12.º, bem à frente do australiano Remy Gardner (Kalex), 20.º.

Em Moto3 foi outro espanhol Izan Guevara (GasGas) a registar o melhor tempo, à frente do sul-africano Darryn Binder (Honda), que, para o ano, “salta”, directamente, de Moto3 para MotoGP, o que preocupa os seus adversários que não escondem que o consideram um piloto perigoso pelas atitudes que toma em pista, com o italiano Andrea Migno (Honda) a completar o lote dos três primeiros.

Já com o título no bolso, o espanhol Pedro Acosta (KTM) não foi além do quinto tempo, atrás, ainda, do checo Filip Salac (KTM).

MELHORES TEMPOS DOS TREINOS

MotoGP – Iker Lecuona (KTM); 1’40,569”; Jack Miller (Ducati), 1’40,724”, Miguel Oliveira (KTM), 1’40,730”; Johann Zarco (Ducati), 1’40,940”; Joan Mir (Suzuki), 1’40,943”; Francesco Bagnaia (Ducati); 1’41,015”; Luca Marini (Ducati), 1’41,1’4; Franco Morbidelli (Yamaha), 1’41,200”; Pol Espargaro (Honda), 1’41,300”; Takaaki Nakagami (Honda), 1’41,486”. Treinaram mais 10 pilotos

Moto2 – Augusto Fernandez (Kalex), 1’46,587”; Joe Roberts (Kalex). 1’46,607”; Hector Garzo (Kalex), 1’46,791”; Barry Baltus (NTS), 1’46,877”; Aron Canet (Boscoscuro), 1’46,901”; Celestino Vietti (Kalex), 1’47,183”; Marco Bezzecchi (Kalex), 1’47,189”; Fermin Aldeguer (Boscoscuro), 1’47,205”; Nicolò Bulega (Kalex), 1’47,290”; Lorenzo Baldassarri (MV Agusta), 1’47,312”. Treinaram mais 20 pilotos

Moto3 – Izan Guevara (GasGas), 1’39,561”; Darryn Binder (Honda), 1’39,609”; Andrea Migno (Honda), 1’39,754”, Filip Salac (KTM); 1’39,770”, Pedro Acosta (KTM), 1’39,893”; Yuki Kunii (Honda), 1’39,997”; Romano Fenati (Husqvarna), 1’40,034; Ayumu Sasaki (KTM); 1’40,039”; Sérgio Garcia (GasGas), 1’40,’058”, John McPhee (Honda); 1’40, 082”. Treinaram mais 18 pilotos.

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