Chuva de boas corridas e caos em catadupa em Lousada

Chuva, lama, frio, um público fiel que não arredou pé durante o dia e que graças a isso assistiu a grandes corridas foi a constante durante as provas da abertura da época de Ralicross, Kartcross e Super Buggy, em Lousada, mas a caos também foi uma constante.

(auto.look2010@gmail.com)

Com as condições de tempo que se fizeram sentir, terminar as corridas já era meia vitória, pois o piso enlameado, em muito dificultou o desempenho dos pilotos, desde as corridas de qualificação atá às meias-finais e finais, disputadas sob chuva torrencial durante todo o fim-de-semana.

Mas como um azar nunca vem só, também o caos se instalou no traçado de Lousada. Primeiro, os jornalistas foram movidos de uma “acção de despejo” da “residência” habitual, ficando o ambíguo espaço entregue à organização. As mudanças são sempre importantes, mas quando é para pior, ninguém pode ficar indiferente. As condições já são paupérrimas e, quando estamos perante inventores “reciclados” então o confusão é generalizada.

Também em pista houve muitas “aventuras e peripécias”. Muitos pilotos insurgiram-se com a “maré cheia” de inabilidade, mas lá foram “remando contra a maré”, até porque os gastos estavam feitos e, por via disso, há que tirar partido do tempo e do espaço. Contudo, há muita coisa que tem de ser anatomizada para que os erros não se repitam.

Rodrigo Correia

GONÇALO MACEDO VENCE INICIAÇÃO

E RODRIGO CORREIA NO ENCALÇO

Com a abundância de absurdas situações à mistura, é importante, agora focar-nos na pista, começando pela final da Iniciação – Troféu Ernesto Gonçalves, em que Gonçalo Macedo (VW Polo) terminou a qualificação na frente e alcançou a “pole-position”. Rodrigo Correia, piloto AUTOLOOK, teve problemas ao nível do bloco no Peugeot 205, que o mantiveram afastado da liderança, sucedendo o mesmo ao estreante André Monteiro, em Toyota Corolla.

Gonçalo Macedo começou a odisseia lançado e avançou para a primeira curva na liderança. O estreante Artur Monteiro foi criando pressão, mas insuficiente para ficar na frente. Com a ida à “joker lap” Rodrigo Correia subiu para o segundo lugar por troca com André Monteiro. A corrida acabou com vitória de Gonçalo Macedo.

Arturo Cota

ESPANHOL ARTURO COTA VENCE SUPER CAR

Na Super Buggy, a corrida começou com Nelson Barata (Power NB) ao ataque, beneficiando do “pole” conquistada na qualificação, ganhando logo uma vantagem para o pelotão. Paulo Godinho (PG0012) baixou para quarto e António Mota (HSport) embatia no rail, acontecimento que lhe custou a corrida. Estávamos na quarta volta quando Mauro Reis (TT) foi trepando lugares, até à segunda posição. Paulo Godinho depois de muitas batalhas acabou na terceira posição do pódio, com Nelson Barata a consagrar-se vencedor.

Na Super Car, Arturo Cota veio de Espanha num Seat Leon para conquistar a “pole position” da final. Depois dos problemas de Joaquim Santos no Ford Focus, que o arredaram da frente e Multiclima (Mitsubishi Lancer EVO VI) ter estado em “dia não”.

Multiclima arrancou a todo o gás, posicionando-se em primeiro. Joaquim Santos, na segunda curva, perdeu tracção devido à lama que se acumulou fora da trajectória, e quase que acabou no muro, incidente que acabou por lhe custar tempo, caindo para o terceiro lugar.

Arturo Cota aproveitou a falha de Joaquim Santos e subiu para a segunda posição. Já no final a “joker” acabou por decidir a corrida, com o espanhol a avançar para o primeiro lugar. Após um contacto entre Multiclima e Joaquim Santos, o homem do Mitsubishi acabou por finalizar em último.

 

João Ribeiro

JOÃO RIBEIRO IMPERIAL NA SUPER 1600

Na prova de Super 1600, com 14 pilotos presentes e fruto do grande desenvolvimento que esta categoria tem sentido, foi necessário disputar duas meias-finais para definir a grelha de partida da última corrida.

Na primeira meia-final, João Ribeiro (Citroën Saxo S1600) dominou a qualificação e, dessa forma, partiu da “pole position” e foi para a frente. Bruno Gonçalves, em viaturas idêntica, ficou de fora logo na partida, com problemas na mecânica. Mais para trás, alguns toques baralhavam o segundo posto.

José Queirós (Peugeot 206 S1600) colocava-se em segundo, seguido por Mário Teixeira (Ford Fiesta S1600). Já Joaquim Machado (Peugeot 208 S1600) perdia tempo, mas ainda chegava ao quarto posto e, assim, à qualificação para a final.

Gonçalo Macedo

Na segunda meia-final e após a qualificação, em que foi segundo, José Eduardo Rodrigues (Peugeot 206 S1600) arrancou bem e manteve-se na liderança até ao final da corrida, embora pressionado por Hélder Ribeiro (Citroën C2), que desde o inicio se mantinha a meio carro de distância. Na terceira volta, Ricardo Soares (Citroën Saxo S1600) e Nuno Araújo (Citroën C2 S1600) disputavam o terceiro lugar, mas o piloto do Saxo levou a melhor, segurando a terceira posição.

No final da corrida e já depois de muitas trocas e “guerras”, José Eduardo Rodrigues assegurou a vitória à frente de Ricardo Soares que tinha ganho uma posição. Na terceira e quarta posição ficaram, respectivamente, Hélder Ribeiro (Citroën C2 S1600) e Sérgio Dias que estreava o Renault Twingo.

Nuno Bastos

Na final, a luz vermelha apagou-se e João Ribeiro avançou em grande velocidade, com José Rodrigues e Ricardo Soares a batalhar pelo segundo lugar. Hélder Ribeiro e José Queirós perderam tempo no cimo da subida, ao irem à zona suja da pista, acabando por ceder posições.

José Eduardo Rodrigues conquistava o terceiro lugar e em quarto estava Joaquim Machado. Ricardo Soares fez uma grande ultrapassagem assumia assim a segunda posição. Estávamos na quarta volta e Joaquim Machado sofria grande pressão para manter o quarto lugar, mas conseguiu-o.

A corrida finalizou com João Ribeiro a lograr o triunfo. Ricardo Soares foi segundo e Mário Teixeira em terceiro, com Sérgio Dias a ocupar o quarto lugar.

João Novo lidera pelotão

JOÃO NOVO MUDA DE ARES MAS CONTINUA A VENCER

No Nacional de 2RM, assistiu-se a um início renhindo entre João Novo (Peugeot 106) e Adão Pinto (Opel Astra). Já Andreia Sousa (Peugeot 306), na última curva da primeira volta, acelerava para a terceira posição e Adão Pinto caia para último devido a problema mecânico.

Após inúmeras batalhas Andreia consegue o segundo lugar à frente de Luís Carvalho (Peugeot 206). Nuno Génio, depois de uma grande pressão, passa Luís Carvalho assegurando o segundo lugar.

O vencedor desta prova foi João Novo, piloto que transitou da Iniciação em 2018, para a Nacional 2RM, em 2019. Andreia Sousa, vencia o troféu feminino e era segunda à geral.

Pedro Tiago

PEDRO TIAGO COLHE LOUROS DA VITÓRIA NO NACIONAL 1.6

Quando ao Nacional A 1.6, o campeão em título, Pedro Tiago (Citroën Saxo), partia da primeira posição graças ao bom desempenho na qualificação. Luz vermelha apagada e Tiago voava à conquista da liderança. Leonel Sampaio (Citroën Saxo) e Luís Morais (Peugeot 106) disputavam a segunda posição mas o primeiro levou a melhor. Américo Sousa (Citroën Saxo) estava no quarto posto a distanciar-se de Multiclima (Citroën Saxo).

Com o desenrolar da corrida e já nas últimas voltas, esta ficou decidida a favor de Pedro Tiago. Luís Morais subiu até segundo, mais atrás ficou Américo Sousa (Citroën Saxo) que acabou na terceira posição. O quarto lugar foi conquistado por Tiago Ferreira (Peugeot 106) e Multiclima saiu da pista em cima do reboque após desgaste evidente do carro devido a várias batidas sofridas ao longo da prova

NUNO BASTOS O MAIS RÁPIDO NO KARTCROSS

No Kartcross, Alexandre Borges (Semog Bravo) começou a corrida na primeira posição, com Rui Nunes (Semog Bravo) logo atrás. Na segunda volta, Alexandre Borges fez pião e perdeu a liderança para Rui Nunes. Na subida, antes ainda da curva 2, uma molhada e Tiago Freitas (Hsport) ficava imobilizado, motivando o aparecimento da bandeira vermelha. A corrida parava.

Com nova partida, Alexandre Borges reassumiu a liderança. Em segundo e terceiro estavam, respectivamente, Maikel Vilas (LaBase RX01) e Jorge Gonzaga (ASK EVO18). Os pilotos estavam a dar o máximo. Corria-se a quarta volta e Alexandre Borges ainda segurava a liderança. O espanhol Maikel Vilas estava em segundo e Nuno Bastos subia para terceiro.

Depois de uma grande luta, Maikel Vilas na penúltima volta baixava para o quarto lugar, depois de uma luta que envolvia o compatriota Carlos Krieg (LaBase RX01). Alexandre Borges na última volta fazia um pião na “joker” e estragava uma excelente corrida até então.

Nuno Bastos ganhava, seguido de muito perto por Jorge Gonzaga, Pedro Rabaço, Maikel Vilas e Rui Nunes, que encerrava o top 5. Daniel Godinho, no sétimo posto foi a senhora melhor classificada.

No final, Pedro Rabaço sofreu uma penalização de 30 segundos, por ter falhado a ida à “joker lap”. Um desfecho que permitiu a Maikel Vilas ocupar um degrau mais baixo do pódio.

A próxima prova do PTRX, tem data marcada para Castelo Branco, com organização da Escuderia Castelo Branco, nos dias 11 e 12 de Maio.

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