Carlos Valentim vence com autoridade no Cadaval

A derradeira prova do Campeonato Centro de Ralis, versão 2019, não defraudou as expectativas e “promoveu” a “gladiadores” Carlos Valentim e Tiago Neves pelo triunfo no Cadaval, prova em que a luta pelo segundo lugar ficou separada por 2,3 segundos. Luís Almeida e Ricardo Bettencourt, dupla AUTOLOOK.PT, venceram a classe P2 por um fio depois de um novelo de emoções…

Texto: CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) – Fotos Nuno DINIS PHOTOS

“Casa roubada trancas à porta”. Foi às portas do distrito de Lisboa que Carlos Valentim e Tiago Neves, que se deixaram “adormecer” muito cedo na super-especial nocturna Pêra Rocha na véspera, acordaram a tempo para “tomar de assalto” o Rali do Cadaval. A primeira de três passagens por Vale Vilão – Vinho Leve Confraria conferiu à dupla do Mitsubishi Lancer Evo IX a primazia de lograr o triunfo e “desalojar” Gonçalo Figueiroa e José Janela (Ford Escort MKII) do topo da classificação.

Com as duas posições na tabela classificativa a inverte-se e Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro (Mitsubishi Carisma GT), à espreita de uma eventual escorregadela e Fernando Teotónio e Luís Morgadinho (Mitsubishi Lancer Evo IX) a recuperar o fôlego, estava dado mote para uma prova disputada ao milésimo do segundo.

Os líderes mantinham a toada, Gonçalo Figueiroa não pestanejava, Daniel Ferreira sentiu dificuldades e Fernando Teotónio venceu as segundas passagens por Vale Vilão – Vinho Leve Confraria e Montejunto, alcançando o lugar mais baixo do pódio ao da terceira especial.

Carlos Valentim e Tiago Neves foram angariando segundos preciosos na liderança que os deixou numa posição privilegiada para ocupar a “cadeiras de sonho”, com Gonçalo Figueiroa e José Janela “entretidos” em conservar o lugar intermédio do pódio, até porque Fernando Teotónio parecia não ter “arte nem engenho” para os apoquentar.

Não obstante o andamento consistente ao volante da viatura da marca oval preparada por Filipe Sport, o piloto da Marinha Grande não podia, nem devia, desviar o olhar o seu mais directo opositor, que nunca baixa os braços.

Com efeito, o piloto do Fundão “engrenou” todas as mudanças com precisão e destreza no carro da marca nipónico dos três diamantes, “valorizando” a sua posição na tabela classificativa, acabando a prova do Clube Automóvel da Marinha Grande a somente 2,3 segundos de diferença, fruto do triunfo na terceira e derradeira passagem por Montejunto.

Já Carlos Valentim e Tiago Neves encerraram as contas na região do Oeste no lugar mais alto da consagração, com um pecúlio de 31m13,8ss, com Gonçalo Figueiroa no segundo posto, a 12,4 segundos, e primeiro nas Duas Rodas Motrizes (2RM). Naturalmente que outras lutas titânicas foram vividas com muita intensidade na vila do Cadaval, com Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro a reclamar a quarta posição, a 55,5 segundos dos vencedores, cabendo à dupla de Mortágua cerrar as fileiras no “top five”.

LUÍS ALMEIDA E RICARDO BETTENCOURT:

VENCER POR UM FIO DEPOIS DE UM NOVELO DE EMOÇÕES

Ao volante de um Subaru Impreza WRX STi, Leonardo Coelho e Diogo Martins terminaram a 1m03,5s dos vencedores, relegando para a sexta posição Luís Mota e Paulo Silva (Mitsubishi Lancer Evo VII), com Ernesto Cunha e José Almeida, aos comandos de um Peugeot 208 VTI no sétimo posto, a 2m04,7s, mas com a satisfação de terem terminado no lugar intermédio entre as viaturas de 2RM.

Numa prova marcada pela espectacularidade, em que beneficiou mais as viaturas de tracção integral que os carros de 2RM, a competitividade foi, no entanto, a nota dominante, com Ricardo Coelho e Pedro Santana (Toyota Starlet 1.3) a cotarem-se os oitavos mais rápidos, a 2m20,7s, Já Fábio Santos e Ricardo Sismeiro (Citroën Saxo) e Hélder Cordeiro e Bruno Pereira (Ford Escort MKII), a encerrar no 9.º e 10.º lugar, a 2m30,2s e 3m31,5s, respectivamente.

Refira-se que Hélder Cordeiro e Bruno Pereira, que alinharam na viatura da marca oval, apresentaram-se no Cadaval com a missão de ficar à frente de Luís Almeida e Ricardo Bettencourt, em Fiat Punto HGT, preparado por Art of Speed, para arrecadar o título de vencedores na classe P2. Uma incumbência que quase resultou em pleno, mas o facto de António Almeida e Pedro Henriques (BMW 325) intrometerem-se nesta luta, após terem sido mais rápidos na super-especial da véspera, retirou preciosos pontos a Hélder Cordeiro e Bruno Pereira e permitiu a Luís Almeida e Ricardo Bettencourt saírem vencedores absolutos com 0,42 pontos de diferença. Genial para a dupla que defende as cores www.autolook.pt. Apesar de se tratar de uma vitória com rótulo de vencedores, porque não há campeões às classes, vencer por um fio, depois de um novelo de emoções, o triunfo tem outro sabor.

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