Carlos Barbot vence corrida mexida de IHE

Piloto de Vila Nova de Gaia arrancou da terceira posição da grelha e, a partir da sexta volta, tomou o pulso à corrida para a gerir confortavelmente até cruzar a linha de meta com sete segundos para o segundo classificado.

(auto.look2010@gmail.com)

Carlos Barbot venceu a segunda corrida do Iberian Historic Endurance do programa do Estoril Classics, uma prova que voltou a entusiasmar o público presente nas bancadas do Autódromo do Estoril. Pedro Bastos Resende e Miguel Pais de Amaral arrancaram da pole-position, com Miguel Ferreira e Francisco Carvalho ao seu lado, e mantiveram o comando, ao passo que Carlos Barbot reagiu bem aos semáforos para ascender ao segundo posto a partir da terceira posição da grelha de partida.

Os três primeiros mantiveram as suas posições durante as primeiras seis voltas, ao passo que James Hilliard e James Guess, que arrancavam do 27.º lugar depois do abandono no sábado, iniciavam uma recuperação impressionante com o seu Ginetta G10.

No final da primeira volta, o Ginetta G10 já era 19.º, para subir mais dez posições na volta seguinte, até chegar ao quarto lugar, beneficiando do abandono do Porsche 911 3.0 RS de Pedro Rezende e Miguel Pais de Amaral, que rumou definitivamente às boxes quando estavam cumpridas seis voltas.

O Merlyn Mk4 de Carlos Barbot ficou no comando com margem confortável para os seus perseguidores, mas o andamento de James Hilliard e James Guess chegou a comprometer o sucesso do piloto de Vila Nova de Gaia.

Contudo, Carlos Barbot passou a gerir a sua vantagem para os seus perseguidores, cruzando a linha de meta com sete segundos para o segundo classificado, vencendo igualmente a classe H-GTP.

Se a vitória ficou definitivamente nas mãos do piloto do exótico Merlyn Mk4, a vice-liderança foi mudando de dono ao longo da prova. James Guess e James Hilliard eram os segundos classificados quando a janela para troca de pilotos abriu, mas uma paragem nas boxes demasiado longa atirou-os, juntamente com o Ginetta G10, para o quinto lugar, deixando Miguel Ferreira, colega de equipa de Miguel Ferreira e Francisco Carvalho, no segundo posto, posição onde terminaria, ganhando a classe H-1971.

James Guess voltou a recuperar, ultrapassando sucessivamente Chris Conoley e Allen Tice – ao volante de um Marcos 1800 GTS – que terminou no quinto posto, vencendo a classe H-1965.

O piloto do BMW chegou a rodar no segundo posto da geral, ainda antes da troca de pilotos, mas acabaria por se ver batido por máquinas bem mais performantes, cruzando a linha de meta no quarto lugar e triunfando entre os H-C, ao passo que Paulo Rompante, em Alfa Romeo Giulia TI Super, ficou no segundo lugar da classe,

O Ginetta G10 de Guess e Hilliard, depois de duas recuperações, cruzava a linha de meta no terceiro posto, segundo entre os H-GTP. José Carvalhosa, em Porsche 911 2,5 T ficou no segundo lugar da classe H-1971, sendo seguido por Fernando Silva e Francisco Gallego em Alfa Romeo GTAm.

Filipe Nogueira, em Ford Escort Mk1, foi o mais forte nos H-1976, superiorizando-se ao Porsche 911 2.7 RS de Rafael Alcalá e Eduardo Alcalá e ao Vauxhall Firenza Magnum de João Sardinha e Rui Bevilaqua.

O imponente Ford Mustang de Bart Uiterwaal e Gerard Zwart secundaram Marcos de Tice e Conoley, na classe H-1965, seguidos do esbelto Jaguar E-Type de Robert Frowein e Ottmar Gast.

Na sempre concorrida classe Gentlemen Driver Spirit foi Nuno Nunes que levou a melhor, batendo Piero dal Maso, ambos em Porsche 911 SWB, tendo o Ford Anglia de António Castro e Luís Carlos completado o trio mais forte. O duo do pequeno carro inglês venceu a competição mais importante do Historic Endurance que premeia os carros em função da idade e cilindrada, o BRM Index Performance recebendo um exclusivo relógio oferta do patrocinador. No segundo posto deste desafio ficou o MGB de Gonçalo Silva e Alberto Grilo e no terceiro o Ford Escort de Miguel Ferreira e Francisco Carvalho.

Após mais uma etapa da Iberian Historic Endurance, Diogo Ferrão, o responsável máximo pela competição, mostrava-se «muito feliz com a forma como o fim-de-semana decorreu». «Os nossos pilotos evidenciaram tanto em pista como fora dela um comportamento exemplar, mostrando o verdadeiro espírito Gentlemen Drivers. Juntamente com as máquinas apaixonantes e históricas que temos nas nossas grelhas, fazem o Iberian Historic Endurance o sucesso que é hoje», sustentou.

Depois da sua passagem pelo Estoril Classics, o Iberian Historic Endurance regressa dentro de três semanas, desta vez tendo o Autódromo Internacional do Algarve como palco, integrado no programa do Algarve Classic Festival.

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