Candidatos não faltam no Rali de Castelo Branco

A fina flor dos ralis nacionais marca presença na ronda da Escuderia Castelo Branco, com vários campeões e o líder do Campeonato de Portugal não faltam ao desafio da prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis e para o Campeonato Centro de Ralis.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Terminada a fase de provas em piso de terra, o Campeonato de Portugal de Ralis entra na fase de provas em piso de asfalto, com o Rali de Castelo Branco a ser a primeira das cinco que faltam para concluir a temporada, com a qualidade da organização a justificar as 83 equipas inscritas (35 no Campeonato de Portugal e 48 no Campeonato do Centro).

Mais pontuado em Fafe, onde a vitória pertenceu ao espanhol Dani Sordo, e vencedor em Mortágua, Ricardo Teodósio (Skoda Fabia R5) chega a Castelo Branco no comando do campeonato, com 28,74 pontos de avanço sobre Armindo Araújo (Hyundai i20 R5), o mais pontuado no Vodafone Rali de Portugal, diferença fictícia uma vez que o piloto da marca checa pontuou nas quatro provas, enquanto o seu mais directo perseguidor apenas o fez em três.

Para Ricardo Teodósio trata-se do regresso ao local onde triunfou pela primeira vez e estará na disposição de repetir o feito embora a oposição seja de quantidade e qualidade.

Para além de Armindo Araújo, moralizado por ter sido, uma vez mais, o “melhor português”, no Vodafone Rali de Portugal, o piloto algarvio terá de contar com a oposição de Bruno Magalhães (Hyundai i20 R5) cada vez mais adaptado ao carro, Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5), que tem demonstrado estar cada vez mais perto do primeiro triunfo e que nos Açores e no Rali de Portugal foi forçado a desistir ainda na fase inicial das provas, João Barros (Ford Fiesta R5), já vencedor em Castelo Branco, em 2016, que pode acusar falta de ritmo por ser a primeira vez que está em acção esta temporada, e José Pedro Fontes (Citroën C3 R5), que tem estado longe daquilo que já mostrou em anos anteriores e está desejoso de regressar ao lugar mais alto do pódio.

De lamentar a ausência de Pedro Meireles que, depois de ver o carro arder no Vodafone Rali de Portugal, não conseguiu encontrar alternativa para poder alinhar na prova albicastrense. Mesmo sem Pedro Meireles há seis candidatos à vitória, o que deixa antever uma prova discutida até ao último metro.

Interessante será, também, a luta pela vitória entre os que tripulam carros de duas rodas motrizes, com Daniel Nunes (Peugeot 208 VTi), Hugo Lopes (Peugeot 208 VTi), Gil Antunes (Renault Clio RS R3T) e Paulo Neto (Citroën DS3 R3T) a constituírem o quarteto de candidatos ao triunfo.

O Rali de Castelo Branco conta, ainda, para o Campeonato Centro de Ralis, com Fernando Teotónio (Mitsubishi Lancer IX), vencedor em Tábua e Mortágua, a chegar à cidade albicastrense com 23,26 pontos de avanço sobre Armando Carvalho (Mitsubishi Lancer V), que continua à procura do primeiro triunfo, uma vez que em Vila Nova de Ourém a vitória pertenceu a André Cabeças, que não mais alinhou em provas do campeonato.

A exemplo do que sucedeu nas provas anteriores, a luta pela vitória deverá ser travada entre os dois, embora as surpresas possam sempre acontecer.

A ESTRADA

O Rali de Castelo Branco arranca no sábado à tarde e prossegue no domingo, com os concorrentes do Campeonato de Portugal (CPR) a terem de percorrer 10 classificativas e os do Campeonato Centro (CCR) seis.

A prova arranca em Castelo Branco (15h00) onde o primeiro dia termina (22h50) depois dos participantes no CPR cumprirem uma dupla passagem por Vilas Ruivas (16,31 km – 16h21 e 18h12) intervaladas pela passagem por Foz do Cobrão (14,67 km – 17h19), para o dia terminar com uma dupla passagem pela Super Especial Reconquista (2,02 km – 21h15 e 21h30), cuja classificação é definida pela soma dos tempos nas duas passagens.

No domingo, a prova está na estrada entre as 9h00 e as 16h12, com os concorrentes do CPR a passarem duas vezes pelas provas de classificação de Paiágua – Pé da Serra (12,59 km – 10h16 e 14h01), Dáspera – Sesmo – Salgueiral (12,24 km – 10h49 e 14h34) e St.º André das Tojeiras (13,96 km – 11h17 e 15h02).

No que diz respeito ao CCR, os participantes, no sábado, passam uma vez por Vilas Ruivas e cumprem a dupla passagem pela Super Especial, para no domingo percorrerem duas vezes as provas de classificação de Dáspera – Sesmo – Salgueiral e St.º André das Tojeiras.

CLASSIFICAÇÃO DOS CAMPEONATOS

PORTUGAL DE RALIS

PILOTOS – 1.º Ricardo Teodósio, 88,18 pontos; 2.º Armindo Araújo, 59,44; 3.º Bruno Magalhães, 53; 4.º Ricardo Moura, 46,39; 5.º Miguel Barbosa, 39,82; 6.º Pedro Almeida, 32; 7.º António Dias, 27; 8.º José Pedro Fontes, 23,68; 9.º Miguel Correia, 22; 10.º Paulo Meireles, 18. Estão classificados mais 11 pilotos.

NAVEGADORES – 1.º José Teixeira, 88,18 pontos; 2.º Luís Ramalho, 59,44; 3.º António Costa, 56,39; 4.º Hugo Magalhães, 53; 5.º Paulo Babo, 33,14; 6.º Pedro Alves, 28; 7.º Nuno Almeida, 26; 8.º Rui Raimundo 20; 9.º Jorge Eduardo Carvalho, 18,68; 10.º Inês Ponte, 15,68. Estão classificados mais 12 navegadores.

CENTRO DE RALIS

PILOTOS – 1.º Fernando Teotónio, 74,97 pontos; 2.º Armando Carvalho, 51,71; 3.º Luís Mota, 35; 4.º André Cabeças, 28,55; 5.º Fernando Peres, 23,55; 6.º Daniel Ferreira, 22; 7.º Gonçalo Figueiroa, 17; 8.º Carlos Valentim, 16; 9.º Luís Simões, 16; 10.º Gaspar Pinto, 16. Estão classificados mais 31 pilotos.

NAVEGADORES – 1.º Luís Morgadinho, 80,68 pontos; 2.ª Ana Santos, 56,13; 3.º Alexandre Ramos, 41; 4.º Rodrigo Pinheiro, 24; 5.º José Pedro Silva, 23,55; 6.º José Janela, 21,42; 7.º Flávio Lopes, 20; 8.º Justino Reis, 14; 8.º Luís Ribeiro, 14; 10.º Luís Boiça, 12,71. Estão classificados mais 19 navegadores

OS VENCEDORES

Esta é a 13.ª edição da prova albicastrense a contar para o Campeonato de Portugal, onde se estreou em 1976 para se manter no calendário nos dois anos seguintes, para a primeira interrupção que durou até 1981.

Mais quatro edições e nova pausa, esta de 30 anos para desde 2014 integrar o calendário sendo, por sistema, uma das provas mais bem organizadas da temporada.

Recordem-se os vencedores, com Paulo Lemos e Ricardo Teodósio a inscreverem os seus nomes, pela primeira vez, na lista de vencedores ao triunfarem em Castelo Branco.

Foram estes os vencedores do Rali de Castelo Branco que, por duas vezes, foi designado Rali Serra da Estrela.

AnoNomeEquipaCarro
    
1976Rali de Castelo Branco“Mêquêpê”/Miguel VillarOpel Kadett GT/E
1977Rali de Castelo BrancoPaulo Lemos/Paulo BrandãoOpel Kadett GT/E
1978Rali de Castelo BrancoCarlos Torres/Pedro AlmeidaFord Escort RS 2000
1981Rali Serra da EstrelaSantinho Mendes/Filipe LopesDatusn 160 J
1982Rali Serra da EstrelaJoaquim Santos/Miguel OliveiraFord Escort RS
1983Rali de Castelo BrancoJoaquim Santos/Miguel OliveiraFord Escort RS
1984Rali de Castelo BrancoJoaquim Santos/Miguel OliveiraFord Escort RS
2014Rali de Castelo BrancoJosé Pedro Fontes/Inês PontePorsche 997 GT3
2015Rali de Castelo BrancoJosé Pedro Fontes/Miguel RamalhoCitroen DS3 R5
2016Rali de Castelo BrancoJoão Barros/Jorge HenriquesFord Fiesta R5
2017Rali de Castelo BrancoJosé Pedro Fontes/Inês PonteCitroen DS3 R5
2018Rali de Castelo BrancoRicardo Teodósio/José TeixeiraSkoda Fabia R5

NÚMERO DE VITÓRIAS

PILOTOS

3 – José Pedro Fontes, Joaquim Santos

1 – João Barros, Paulo Lemos, “Mêquêpê”, Santinho Mendes, Ricardo Teodósio, Carlos Torres

NAVEGADORES

3 – Miguel Oliveira

2 – Inês Ponte

1 – Pedro Almeida, Paulo Brandão, Jorge Henriques, Filipe Lopes, Miguel Ramalho, José Teixeira, Miguel Villar

MARCAS

5 – Ford (Escort RS, 3; Escort RS 2000, 1; Fiesta R5, 1)

2 – Citroen (DS3 R5, 2); Opel (Kadett GT/E, 2)

1 – Datsun (160 J, 1); Porsche (997 GT3, 1); Skoda (Fabia R5, 1)

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