Calor e “pellets” de emoção em Castelo Branco

Rui Nunes (Kartcross), Nuno Godinho (Super Buggys), Rafael Rego (Iniciação), José Queirós (S1600), Leonel Sampaio (Nacional A1.6), José Lameiro (Supercar) e Andreia Sousa (Nacional 2RM) saíram da cidade albicastrense com os louros do triunfo no Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy.

(auto.look2010@gmail.com) – Fotos: HENRIQUE LOURENÇO

Andreia Sousa (à direita na imagem)

O Complexo de Desportos Motorizados do Lanço Grande, em Castelo Branco, recebeu a terceira jornada do PTRX – Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy 2020. Ainda sem público a jornada organizada pela Escuderia Castelo Branco teve transmissão integral em “live stream”.

Num fim-de-semana em que o calor foi uma constante e as mecânicas por vezes ressentiram-se, os laureados foram Rui Nunes (Semog Bravo) nos Kartcross, Nuno Godinho (Smog Buggy) nos Super Buggys, Rafael Rego (Peugeot 106) na Iniciação, José Queirós (Peugeot 206) na S1600, Leonel Sampaio (Citroen Saxo) na Nacional A1.6, José Lameiro (Skoda Fábia) venceu nos Supercar e Andreia Sousa (Peugeot 306) ganhou a corrida da Nacional 2RM.

Rafael Rego (Peugeot 106)

Iniciação

Rafael Rego, em Peugeot 106, venceu a final e confirmou a prestação de todo o fim-de-semana. André Monteiro, aos comandos de um Toyota Corolla, ainda começou por dar réplica, tal como aconteceu durante toda a qualificação, mas a mecânica traiu-o e a viatura da marca nipónica ficou parado na “Joker Lap”. Abandonou e assim foi Gonçalo Novo, em Toyota Starlet, que assumiu a segunda posição, lugar que defendeu até final e que também veio compensar os azares da sessão de sábado.

Ao volante de um Peugeot 106, Gonçalo Rocha fechou o pódio desta terceira ronda do PTRX. Rafaela Barbosa (Citroën AX) – a melhor entre as senhoras – e Guilherme Nunes (Toyota Starlet), terminaram em quarto e quinto, respectivamente. Uma dupla que, nas voltas iniciais, ainda protagonizou um duelo bastante animado.

Andreia Sousa (Peugeot 306)

Nacional 2RM

Andreia Sousa, aos comandos de um Peugeot 306, venceu a final destinada às Duas Rodas Motrizes (2RM). Um lugar que acabou por premiar o trabalho de toda a jornada. Santinho Mendes ainda dominou a fase inicial da corrida, tal como fez durante todo o fim-de-semana, mas foi traído pela mecânica do Opel Astra.

Com o piloto de Abrantes fora de prova, Fernando Silva, em Seat Ibiza TDI, alcançou o segundo posto. Já Luís Carvalho (Peugeot 206) também não escapou a problemas mecânicos e cedeu a duas voltas do fim, mas ainda assegurou o terceiro lugar.

Leonel Sampaio (Citroën Saxo)

Nacional A 1.6

Na sempre animada Nacional A 1.6, a grelha para a final não esteve tão preenchida como de costume, fruto de algumas baixas durante a sessão de qualificação, porém o trio presente protagonizou uma corrida interessante. Corrida vencida por Leonel Sampaio (Citroën Saxo) que, mesmo assim, teve na fase inicial de medir forças com o também Citroën Saxo de Américo Sousa, piloto que ainda chegou a rodar no comando mas que após a passagem pela “Joker Lap” desceu para segundo, posição em que terminou esta jornada de Castelo Branco. Jorge Costela, um pouco mais arredado desta dupla da frente, fechou o pódio.

José Queirós (Peugeot 206)

Super 1600

A classe rainha do Campeonato de Portugal de Ralicross “aqueceu” logo nos primeiros metros de pista. Ainda na fase de aceleração, uma carambola que envolveu quase todos os oito pilotos da grelha ditou o abandono prematuro de João Ribeiro (Skoda Fabia), Jorge Machado (Citroen C2) e António Sousa (Peugeot 208).

A corrida seguiu e foi vencida pelo Peugeot 206 de José Queirós, com Rogério Sousa (Ford Fiesta), que ainda passou pelo comando, acabou por cair para a segunda posição e por aí ficou até à bandeirada de xadrez. Bruno Gonçalves, em Citroën Saxo, reservou o terceiro posto. Sérgio Dias (Renault Twingo) foi quarto e o Peugeot 208 de Joaquim Machado completou o grupo dos “cinco mais” da Super 1600.

Rui Nunes (Semog Bravo)

Kartcross

A primeira travagem, no final da recta da meta, mudou por completo a final que se poderia perspectivar entre os Kartcross e que foi vencida por Rui Nunes, em Semog Bravo. Entre a primeira e a última volta, este piloto nunca teve um metro de sossego por parte do LBS RX01 de Luís Almeida mas acabou por levar a melhor. Aliás esta dupla acabou por fazer uma corrida à parte do restante pelotão.

O terceiro lugar, também ele muito disputado, foi assegurado por Tiago Freitas, em Hsport. Daniela Godinho, aos comandos de um Semog Bravo, voltou a defender da melhor maneira as cores femininas e terminou dentro do “top ten”. Entre os Iniciados, José Pinheiro (LBS RX01) venceu e garantiu que o troféu ficasse em casa.

Pelo caminho cedo ficaram dois potenciais candidatos: Pedro Rosário (Semog Bravo) e Jorge Gonzaga (LBS RX01) que se envolveram num ligeiro toque, na primeira curva, e perderam o contacto com a frente da corrida. O lousadense Jorge Gonzaga ainda recuperou até ao 10.º posto, mas o conimbricense Pedro Rosário e embaixador do Clube Escape Livre abandonou, por avaria, na curva de terra antes da entrada na recta da meta.

Nuno Godinho (Semog Buggy)

Super Buggy

Aos comandos de um Semog Bravo, o piloto Nuno Godinho terminou a terceira jornada do PTRX – Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy 2020 como sempre rodou: no comando.

Paulo Godinho, em Super Buggy, rodou sempre no pó do seu adversário e terminou a 5,5 segundos de diferença para o vencedor, Nuno Godinho, para garantir o segundo posto, com o terceiro lugar a ficar na posse de António Estêvão, em CAN-AM Maverick X3.

 

José Lameiro (Skoda Fabia)

Supercars

Na divisão mais “vitaminada” do Campeonato de Portugal de Ralicross, a animação ficou a cargo da dupla João Novo (Citroën DS3) e José Lameiro (Skoda Fabia) que, apesar de ter sido o segundo a ver a bandeira xadrez, passou para primeiro após uma penalização aplicada a João Novo.

O piloto aveirense da Motofil até não arrancou melhor, mas fez uma boa gestão da corrida, sobretudo ao escolher a volta ideal para entrar na “Joker Lap” e comandou até final. Porém, a já referida penalização de três segundos aplicada em virtude da transposição dos corredores de partida, ditaram-lhe a perda da posição, com o também piloto aveirense, mas em representação da equipa Diatosta/Rialto, a colher os louros do triunfo.

O PTRX regressa à actividade em Mação, no fim-de-semana de 5 e 6 de Setembro.

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