Calem-se porque a FPAK tem toda a legitimidade

Face à falta de coragem em não haver ninguém que avançasse com uma lista para a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), deixaram de ter a autoridade moral para contestar o trabalho da Direcção, qualquer que seja o desempenho que os novos Corpos Gerentes venham a ter.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Apesar de muitos, em conversas de café, contestarem a actuação da direcção cessante da FPAK, a verdade é que a falta de coragem que revelaram e que os levou a não avançar obriga-os a ficarem calados nos próximos três anos, uma vez que tiveram oportunidade de tentar mudar a situação e não o fizeram.

Nesse campo, a maior responsabilidade é da APPA, que tendo ganho, em tribunal, a acção que colocou contra a FPAK, tinha todas as condições para recorrer a uma Providência Cautelar, que teria cancelado as eleições e poderia ter permitido a alguém avançar.

Ao optar por não fazê-lo perdeu toda a autoridade moral para contestar o trabalho da Direcção, qualquer que seja o desempenho que os novos Corpos Gerentes venham a ter.

Com um Colégio Eleitoral de 120 delegados, dos quais só 111 estavam em condições de exercer o direito de voto, a Lista A foi eleita com 71 votos, havendo quatro brancos, 10 nulos e 26 abstenções, o que significa que 30% do total de delegados mostrou não estar de acordo com a Direcção eleita, percentagem que sobe para 36,03% se considerarmos, apenas, o número de delegados que estava autorizado a votar. São números que devem levar a Direcção eleita a reflectir sobre as criticas que foram feitas no mandato anterior.

De referir que a Lista B, para o Conselho de Comissário recebeu 11 votos e, como consequência, não elegeu nenhum elemento para o respectivo órgão, que cuja composição tem em consideração o Método de Hontd.

A actual Direcção da FPAK manter-se-á em funções até 2024, ano do próximo acto eleitoral, para a entidade federativa passar a cumprira Lei de Bases do Desporto que determina que os actos eleitorais das várias federações tenham lugar em Ano Olímpico.

A Lista Vencedora

ASSEMBLEIA GERAL

Presidente – Alberto de Paiva Amorim Pereira

Vice-Presidente – Ana Sofia Ferreira da Costa

Secretária – Sandra Isabel Martins da Costa

Suplente – Rita Adriana Cruz de Jesus

DIRECÇÃO

Presidente – Fernando Manuel Neiva Machado Amorim

Vice-Presidente – Fernando Manuel Semedo Campos Ferreira

Vice-Presidente – Pedro Manuel Meira Silva Nunes

Vogal – João Carlos da Silva Ferreira Rito

Vogal – Mário Rodrigues da Silva

Vogal – Nuno Jorge Verdingola Borges Pinto

Vogal – Pedro Manuel Barros Pereira

Vogal – Pedro Manuel Oliveira Melville de Araújo

Vogal – Ruben Gabriel de Oliveira Macedo

Suplente – António da Silva Cabeço

Suplente – Francisco José Nobre Mora

Suplente – José Furtado Pereira da Silva

Suplente – Pedro Miguel Amaro de Bettencourt Calado

Suplente – Amadeu Hermínio Fernandes de Melo e Silva

CONSELHO DE COMISSÁRIOS

Presidente – José Manuel Gonçalves Lopes

Vogal – Victor Manuel Fernandes de Sousa

Vogal – Luís Carlos Tourais de Matos

Vogal – Rui Alexandre Mendes Pereira do Vale Carvalho

Vogal – Pedro Manuel Canas Rodrigues

Suplente – António Fernando Castro de Faria

Suplente – Miguel Correia Calado da Glória

Suplente – Pedro Nuno Rocha de Lima

CONSELHO FISCAL

Presidente – Mazars & Associados, Soc. De Revisores Oficiais de Contas, S.A, representada por João Alberto Monarca Pires

Vogal – José Favila Vieira Leite Monteiro

Vogal – Pedro Miguel Branco Domingues de Abreu Rocha

Suplente – Álvaro Carmona e Costa Portela

CONSELHO DE DISCIPLINA

Presidente – Tiago Gameiro Rodrigues Bastos

Vogal – João Carlos Pereira Medeiros

Vogal – João Filipe da Silva Folque Gouveia

Vogal – Joaquim António Diogo Barreiros

Suplente – Joaquim David Silva Pinto Romeiro

Suplente – Jaime Manuel Martins Antunes

Suplente – Sofia Carla da Costa Faria

TRIBUNAL DE APELAÇÃO NACIONAL

Presidente – Rui Manuel Duarte Amorim Machado e Moura

Vogal – Luís Paulo Machado Ferreira Relógio

Vogal – José Manuel dos Santos Leite

Vogal – Tiago Oliveira Cardoso da Silva

Vogal – Mariana Barbosa Campos Albuquerque Oliveira Assis e Santos

Suplente – Helena Isabel de Aguiar e Cabral

Suplente – Flávio Jorge Ferreira Marques

Suplente – Lúcia Maria Castanheira de Lima

As mudanças

Não considerando os Suplentes, que não integravam a anterior Direcção verificaram-se as seguintes mudanças. Na Direcção saiu Álvaro Portela, vice-presidente, que passou para suplente do Conselho Fiscal, e entrou Pedro Silva Nunes, que passa a ocupar uma das vice-presidências, registando-se as saídas de Francisco Fidalgo, Francisco Mora e João Reis para as entradas de Nuno Pinto, Pedro Barros.

Na Assembleia Geral Paulo Sousa e Augusto Roxo foram substituídos por Sandra Costa e Rita Jesus, enquanto no Conselho Fiscal Miguel Pais do Amaral foi rendido por Pedro Abreu Rocha, no Conselho de Disciplina regista-se a saída de Carlos Carvalho e no Tribunal de Apelação Nacional Mariana Assis e Santos entra para o lugar de Fernando Carpinteiro Albino.

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