Bernie Ecclestone acusado de fraude fiscal

Antigo patrão da Fórmula 1 terá cerca de 471 milhões de euros e ativos não declarados, de acordo com os Serviços de Tesouraria e Alfândega britânicos (HMRC).

(auto.look2010@gmail.com)

A Procuradoria-Geral britânica apresentou formalmente a acusação a Bernie Ecclestone por fraude fiscal. O antigo líder da Fórmula 1 terá, segundo os Serviços de Tesouraria e Alfândega britânicos (HMRC), cerca de 400 milhões de libras (cerca de 471 milhões de euros) e ativos não declarados no estrangeiro.

«A Procuradoria-Geral reviu as provas apresentadas pelos Serviços de Tesouraria e Alfândega e autorizou a apresentação de acusação contra Bernard Ecclestone de fraude por este não ter declarado às autoridades fiscais a existência de bens sediados no estrangeiro, estimados em mais de 400 milhões de libras», disse Andrew Penhale, procurador-geral da Coroa Britânica.

Perante esta acusação, Bernie Ecclestone não fez comentários. O empresário de 91 anos diz que ainda não tomou a devida atenção ao caso, acrescentado de que se trata de algo que já tinha antecipado.

«Não posso fazer comentários, já que ainda não tomei atenção ao caso. É algo que se falou que poderia acontecer há algum tempo, mas não desta maneira. Provavelmente eles (HMRC) voltaram a entusiasmar-se com isto outra vez, vamos ver o que acontece», afirmou o britânico

Recorde-se que, em 2015, o HMRC já tinha exigido o pagamento de 1 bilião de libras (1,180 biliões de euros) ao consórcio da família Ecclestone. A primeira audiência está marcada para o dia 22 de agosto em Londres. Bernie Ecclestone foi o homem forte da Fórmula 1 até 2017, altura em que que a Liberty Media adquiriu os direitos comerciais da competição.

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