Azores Rally na ERC em “banho-Maria”

Um grupo de sócios liderado por Licas Pimentel, António Andrade e Pedro Rodrigues esteve em Paris para, junto de François Ribeiro, director do Eurosport Events, se inteirar soa problemas que afectam o Grupo Desportivo e Comercial.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com) – Fotos: JORGE CUNHA E ALBANO LOUREIRO / AIFA

Algum tempo depois do final da edição deste ano do Azores Rally, que, ao contrário do sucedido em anos anteriores, não teve patrocinador principal, começou a circular a noticia da possibilidade da prova açoriana ser excluída do calendário do Campeonato da Europa, como consequência da divida, da ordem dos 200 mil euros, do Grupo Desportivo e Comercial ao Eurosport, promotor da competição.

Conscientes da repercussão que o abandono do “Europeu” teria para a região, em termos de promoção turística, é preciso não esquecer as horas que o Eurosport dedica à transmissão da prova, que tem nas

imagens aéreas das Sete Cidades umas das mais belas da temporada, Luís Pimentel, quatro vezes campeão dos Açores (1993, 1994, 1995 e 1998), Pedro Rodrigues e António Andrade, o director da prova até ao ano passado, deslocaram-se a Paris, para um encontro com François Ribeiro, director do Eurosport Events, para saberem as possibilidades de impedir que a drástica decisão fosse tomada.

François Ribeiro, responsável do Eurosport Events, mostrou disponibilidade para que a prova permaneça no calendário, como reiterou em Vila Real, não escondendo que há vontade da entidade

promotora e do Governo Regional para que isso suceda, desde que os conflitos existentes, centrados na divida por pagar, sejam resolvidos.

O primeiro passo para que isso possa vir a suceder acontece no dia 17, data marcada para a eleição dos novos Corpos Gerentes do Grupo Desportivo e Comercial, com Rui Moniz, que foi director da prova entre 2004 e 2006, tendo Mário Riley como Presidente da Assembleia Geral, a candidatar-se à presidência do clube.

A partir daí cabe à nova direcção negociar o pagamento da divida ao

“Eurosport” para que seja concretizado o projecto de um acordo por três anos (2020, 2021 e 2022).

Ao que tudo indica um importante passo terá sido dado pelo compromisso do governo em pagar directamente ao Eurosport, remetendo remanescente do subsídio ao clube, que terá, depois, de encontrar os patrocinadores necessários a suprirem os custos da prova, onde o aluguer do barco é um dos mais pesados encargos.

Se houver uma nova direcção e a questão financeira for resolvida, tudo aponta para que os Açores voltem a abrir o Campeonato da Europa, indo ao encontro do desejo dos pilotos, sendo de realçar o trabalho desenvolvido pelo Presidente da FPAK, Ni Amorim, que tem feito inúmeros contactos para que seja encontrada uma solução que permita a continuidade da prova açoriana no calendário do “Europeu”.

Face à abertura revelada pelo promotor é importante que as várias partes envolvidas encontrem a forma de solucionar as questões em aberto, para que os Açores continuem a integrar o calendário do Campeonato da Europa de Ralis.

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