Automóveis eléctricos nos efeitos climáticos

Conferência na Guarda debate o papel da electrificação do automóvel no combate às prementes alterações climáticas.

(auto.look2010@gmail.com)

No âmbito da parceria entre o Escape Livre e a Volvo, e parte integrante da exposição “Onda de Lixo” que está patente na cidade da Guarda durante o mês de Agosto na plataforma Go Green do Centro Comercial La Vie, o painel de convidados debateu o tema perante o público presente e transmissão em directo na Rádio Altitude.

Jorge Esteves, repórter da RTP, moderou um interessante debate na Sala 1 dos cinemas do Centro Comercial La Vie, na Guarda. Do painel de oradores fizeram parte Aira de Mello, consumer experience director da Volvo Car Portugal, Eduardo Rêgo, da Loving the Planet, Pedro Isidoro, vice-presidente da Associação de Utilizadores de Veículos Eléctricos e o Luís Mira Amaral.

Na plateia, entre o público, destacavam-se as presenças de Victor Amaral, vice-presidente da Câmara da Guarda, João Prata, presidente da Junta de Freguesia da Guarda, Óscar Capelo, capitão chefe do SEPNA do Comando Territorial da Guarda, João Gonçalves, diretor do La Vie, Luís Neves, subcomissário da PSP, Carlos Gonçalves, presidente da Associação de Bombeiros da Guarda, Manuel Salgado, vice-presidente do IPG, e Catarina Moura, coordenadora da Associação Territórios do Côa.

“O DERRADEIRO TESTE

DE SEGURANÇA É CUIDAR DO PLANETA”

Na conferência promovida pelo Escape Livre, Volvo e La Vie, Aira de Mello aproveitou para apresentar o caminho que a marca sueca está a percorrer no percurso de equiparar a segurança com a sustentabilidade: «O derradeiro teste de segurança é cuidar do nosso Planeta». «As pessoas costumam olhar sempre para o fim do processo, na Volvo a preocupação vem desde o início, da extração das matérias-primas até à entrega da chave do carro», sublinhou.

O compromisso da marca passa por reduzir em 40% a emissão de CO2 associada aos gases de escape, deixar de vender carros a combustão em 2030 (antecipando em 5 anos a norma europeia) e tornar-se numa empresa de impacto ambienta totalmente neutra já em 2040. «Os nossos clientes podem conduzir um Volvo de consciência tranquila», rematou.

Eduardo Rêgo, voz incontornável dos programas Vida Selvagem em Portugal e fundador da Loving the Planet, apresentou a sua carta de amor ao Planeta: «Tenho o privilégio de narrar a natureza e o nosso mundo há muitos anos, mas nunca foi tão preciso como agora estarmos ligados a ela. Fundei a Loving the Planet, no desejo firme de devolver ao ser humano a consciência dos antepassados».

«Com a mobilidade eléctrica, estamos a começar a segunda revolução industrial, muito mais difícil que a primeira», destacou, afirmando que é imperativo escolher carros eléctricos de fabricantes que assumam também o compromisso de sustentabilidade não só no carro, mas em todo o processo, das fábricas aos escritórios e a todo o processo de construção.

“MUDANÇA NÃO VAI SER RÁPIDA NEM A SOLUÇÃO DO PROBLEMA GLOBAL”

Já Pedro Isidoro, da UVE, apresentou a Associação, que conta já com mais de 750 associados, sem fins lucrativos, mas que procura promover a mobilidade elétrica no seu todo, articulando utilizadores com diversas entidades, de privados ao poder político.

A maior actividade da UVE é o ENVE, o Encontro Nacional de Veículos Eléctricos, «um evento que tem como principal objectivo fazer o batismo eléctrico, ou seja, colocar as pessoas pela primeira vez dentro de um veículo elétrico», deu conta Pedro Isidoro, aproveitando a ocasião para apresentar os números recolhidos pela associação sobre automóveis eléctricos e das redes públicas e privadas de carregamentos.

O destaque passou, claro, pela afirmação de que «no cenário mais optimista, carregar o carro eléctrico em casa em tarifa bi-horária, o custo de percorrer 100 quilómetros com um carro eléctrico pode ser até nove vezes inferior a um a combustão».

Luís Mira Amaral, ex-ministro da Indústria e da Energia, aproveitou a ocasião para comentar que, apesar de saber que o mundo caminha para deixar os combustíveis fósseis na mobilidade, «essa mudança não vai ser tão rápida nem é a solução milagrosa do problema global».

INVERTER A TENDÊNCIA DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Sem entrar em alarmismos ambientais, Luís Mira Amaral falou das quatro tecnologias que estão neste momento a ser trabalhadas na mobilidade eléctrica «os carros eléctricos a bateria que já estão hoje na estrada, os carros a hidrogénio que iniciaram recentemente a sua jornada, os veículos de combustão interna alimentados a hidrogénio em substituição dos combustíveis fósseis e veículos alimentados a combustíveis sintéticos, resultantes da mistura de hidrogénio com CO2 atmosférico», estas últimas que ainda estão em desenvolvimento.

Seguiu-se um animado debate que concluiu que apesar da tecnologia actual das baterias eléctricas poderá não ser esta a melhor nem a que irá vingar no futuro, mas será a possível agora, para que hoje se posso começar a inverter a tendência da dependência dos combustíveis fósseis.

A principal vitória para o Planeta será a mudança de mentalidades e comportamentos, que irá fazer com que todos remem no sentido de procurar soluções sustentáveis de mobilidade, começando a agir já e adotando melhores soluções e tecnologias à medida que for possível.

No final, Luís Coelho, responsável do projecto “Ano Eléctrico” do Escape Livre com a Volvo, afirmou que «para o Escape Livre, que usa o automóvel como forma de promoção da Guarda e da região, a electrificação do automóvel representa o futuro das nossas iniciativas, por isso, quanto mais cedo nos juntarmos à caravana, mais depressa chegamos, juntos, ao futuro que todos precisamos».

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