Austríaco Niki Lauda faleceu aos 70 anos

Lenda da Fórmula 1 sofria de problemas renais. As primeiras informações dão conta de que se encontrava em Viena, morrendo ao lado dos familiares.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) – Fotos Getty Images

O único piloto campeão mundial pela Ferrari e McLaren, o austríaco Niki Lauda e lenda da Fórmula 1, morreu esta segunda-feira aos 70 anos. No início do ano, o antigo-piloto sofreu de um gripe após um transplante do pulmão, vindo a fazer hemodiálise.

Na carreira, Niki Lauda foi campeão 1975, 1977 e em 1984. As duas primeiras pela Ferrari e a última, pela McLaren, despedindo-se da competição em 1985. As primeiras informações dão conta de que o piloto austríaco encontrava-se em Viena, falecendo ao lado dos familiares.

«É com profunda tristeza que anunciamos que o nosso amado Niki morreu pacificamente com sua família na segunda-feira, 20 de maio de 2019. Era um marido amoroso e atencioso, pai e avô longe do público, que sentirá a sua falta», pode ler-se num e-mail assinado pela família de Niki Lauda.

O piloto austríaco era casado desde 2009 com Birgit Wetzinger, que lhe havia cedido um rim para transplante quatro anos antes, quando o órgão doado em 1997 pelo irmão Florian teve problemas. Os dois tinham os gémeos Max e Mia. Entre 1976 e 1991, o ex-piloto tinha sido casado com Marlene Knaus, com quem teve dois filhos, Mathias e Lukas. O tricampeão tinha ainda um outro filho fora do casamento chamado Christopher.

No início de Julho do ano passado, Niki Lauda vivia com a família em Ibiza, na Espanha, vindo a padecer de uma gripe muito forte, regressando a Viena no seu avião particular a fim de ser hospitalizado. Como o estado era grave, acabou por sofrer um transplante de pulmão. Alegadamente, a causa da morte foi devido a problemas nos rins. Ele já tinha sido transplantado por duas vezes.

Numa fase inicial, Niki Lauda foi alvo de um tratamento intensivo, ostentando melhoras. Mas o estado viria a agravar-se e, os médicos, decidiram transplantar o pulmão, embora tenham garantido que as complicações não eram relacionadas ao grave acidente sofrido na pista de Nürburgring, em 1976. Tratou-se de uma conjuntura em que o austríaco sofreu graves queimaduras, além de inalar gases tóxicos, escapando da morte por milagre.

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