Armindo Araújo: “Missão cumprida”

Fechadas as contas do Campeonato de Portugal de Ralis, segue-se o segundo objectivo para o piloto de Santo Tirso do Hyundai i20 R5, que passa por «ser o melhor português no final do Vodafone Rali de Portugal.

(auto.look2010@gmail.com)

O piloto Armindo Araújo, navegado por Luís Ramalho, conduziu o Hyundai i20 R5 ao triunfo e considerou ter «a primeira parte da missão cumprida», depois de ter assegurado a vitória no Vodafone Rali de Portugal entre os pilotos do “Portugal de Ralis”, cuja classificação ficou fechada após o último troço desta manhã.

«Vencer nunca é fácil, mas correu-nos bastante bem. Entrámos bem no rali, com um bom ritmo. O carro foi um forte aliado e hoje também estivemos a ver os nossos adversários à distância. Foi uma boa operação para o Campeonato de Portugal de Ralis, até porque fizemos a “dobradinha”», sublinhou o piloto tirsense.

Armindo Araújo destacava o facto de o companheiro de equipa, Bruno Magalhães, ter arrebatado o segundo lugar na prova ao líder do campeonato, Ricardo Teodósio, na derradeira especial. Bruno Magalhães entrou na derradeira especial com 39,3 segundos atrás do algarvio Ricardo Teodósio, mas este teve problemas ao nível da caixa de velocidades no seu Skoda Fabia R5, que ficou “encravada” em quarta velocidade.

Uma tarefa bastante delicada para o piloto de Albufeira que, além de percorrer toda a especial com a porta de trás aberta, ainda cedeu muito tempo para Bruno Magalhães, com este a recuperar a desvantagem e ganhar 6,2 segundos.

No entanto, estas contas ainda podem sofrer alterações, já que Ricardo Teodósio e José Teixeira foram penalizados ontem em 10 segundos e a equipa entendeu reclamar da tomada de posição da direcção de prova. Com a reclamação em análise, Ricardo Teodósio garante que não excedeu o tempo para controlar, pelo que espera que lhe sejam devolvidos os 10 segundos de penalização. Caso isso aconteça, Ricardo Teodósio e José Teixeira seriam segundos e não terceiros. Resta aguardar pela decisão.

Ainda segundo o piloto de Santo Tirso, «temos que ir gerindo o campeonato, melhorando as coisas como podemos». «Não deitámos a toalha ao chão e fomos sempre atacando. Esta prova foi muito boa, melhor do que aquilo que poderíamos esperar, pois tivemos muitas bonificações por vitórias em troços (7 em 10, 0,5 pontos por cada troço ganho)», sublinhou Armindo Araújo.

Na óptica do piloto, a chave para esta vitória passou «pela equipa, que é boa», e pela «experiência de Mundial». «Nas especiais menos conhecidas e nas mais longas foi, de facto, onde andámos melhor. Talvez a experiência de Mundial tenha ajudado», frisou Armindo Araújo, que conta no currículo com dois títulos mundiais do agrupamento de Produção (2009 e 2010).

O regresso ao Campeonato do Mundo «não está previsto», mas não seria descartado: «Interessado estou, o problema é a realidade do nosso país. Não temos estrutura nem dimensão para montar um projecto desses», lamentou o piloto português com melhor currículo internacional.

Fechadas as contas do campeonato, segue-se o segundo objectivo, «que é ser o melhor português» no final da prova. No campeonato, Armindo Araújo ascendeu do quinto ao segundo lugar, com 60,44 pontos, enquanto Ricardo Teodósio mantém a liderança, com 88,18 pontos. Bruno Magalhães subiu a terceiro, com 53 pontos, devido à desistência de Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5) e à ausência de Ricardo Moura (Skoda Fabia R5).

A próxima prova do Nacional de ralis disputa-se dentro de três semanas, em Castelo Branco.

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