Armindo Araújo festeja 7.º título nacional de ralis

Ao contrário do que aconteceu em 2021, em que um furo de Armindo Araújo beneficiou Ricardo Teodósio, o piloto de Santo Tirso controlou o ritmo dos adversários e, desta vez, aproveitou os azares alheios para garantir, desde já, o ceptro.

(auto.look2010@gmail.com)

Armindo Araújo sagrou-se este sábado campeão nacional de ralis pela sétima vez na sua carreira ao terminar no terceiro lugar o Rali da Água – CIM Alto Tâmega, em Chaves, penúltima prova da temporada.

O piloto natural de Santo Tirso, que cumpriu 45 anos na quinta-feira, concluiu as nove classificativas da prova do Alto Tâmega com o tempo de 1h01m42,7s, ficando a 34,6 segundos do vencedor, Bruno Magalhães (Hyundai i20). Ricardo Teodósio (Skoda Fábia), campeão em título, foi o segundo classificado, a oito segundos de Magalhães.

Ao contrário do que aconteceu em 2021, em que um furo de Armindo Araújo beneficiou Teodósio, o piloto de Santo Tirso controlou o ritmo dos adversários e, desta vez, aproveitou os azares alheios para garantir, desde já, o cetro. O piloto da Skoda juntou esta conquista aos títulos conseguidos em 2003, 2004, 2005, 2006, 2018 e 2020, sendo o mais bem sucedido piloto nacional. Além disso, foi campeão mundial de produção (PWRC) em 2006 e 2007.

Miguel Correia (Skoda Fábia), segundo no campeonato, furou e perdeu muito tempo, terminando em 16.º lugar, a 7m23,8s do vencedor. José Pedro Fontes (Citroën C3) também foi vítima de furo mas não perdeu tanto tempo, terminando na sexta posição, a 1m11,3s de Bruno Magalhães.

Com estes resultados, Armindo Araújo chega aos 159 pontos, mais 42 do que Miguel Correia e José Pedro Fontes, que empatam com 117 cada um, quando já só estão 28 pontos em jogo no Rali Vidreiro, na Matinha Grande, em outubro, última prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).

«Conseguimos assegurar já o grande objetivo de sermos campeões e isso é, de facto, o que nos deixa extremamente felizes neste momento», começou por dizer Armindo Araújo. O piloto de Santo Tirso diz ter feito «um rali tranquilo e uma temporada muito boa».

«Este desfecho é o coroar do grande trabalho realizado por toda a equipa e estamos, obviamente, de parabéns. Obrigado aos nossos parceiros por fazerem parte deste projeto vencedor e a todos as equipas que têm feito com que o CPR seja um campeonato cada vez mais competitivo. Este ano fomos nós os mais fortes», concluiu Armindo Araújo.

O terceiro lugar foi o pior resultado da época até agora para o novo campeão nacional, que nunca tinha terminado abaixo de segundo nas seis provas anteriores. O CPR termina em 7 e 8 de outubro, na Marinha Grande, com o Rali Vidreiro.

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