Armada lusitana consolida posições à nona etapa

A nova etapa da 44.ª edição do Rali Dakar, disputada esta terça-feira em redor de Wadi Ad-Dawasir, na Arábia Saudita, serviu na perfeição para os pilotos nacionais solidificarem as suas posições na classificação geral da prova desenhada pela francesa Amaury Sport Organisation.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Oito portugueses nas duas rodas prosseguem a legítima ambição de se banharem, sexta-feira, no Mar Vermelho e do Jeddah Corniche. Faltam apenas três etapas para o início da festa, mas para isso é necessário concluir com sucesso os 8.177 quilómetros, 4.254 dos quais cronometrados.

A areia ganha maior destaque na presente edição, mas os pilotos portugueses têm correspondido às expectativas em que a navegação tem desempenhado um papel preponderante. A grande maratona, no entanto, está já na recta final e, na etapa desta terça-feira, Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) não desperdiçou a ocasião para assumir de novo o estatuto de melhor lusitano, averbando o 11.º posto.

Tratou-se de mais uma missão persistente. Depois de ter partido da oitava posição, o piloto da Hero recuperou, no final da etapa, algum do tempo naturalmente perdido na fase inicial. O barcelense terminou a tirada a 6m43s do vencedor, o chileno José Ignacio Cornejo (Honda), e subiu a 15.º da geral, a 58m57 do novo líder, o austríaco Mathias Walkner (KTM), mas a cerca de 20 minutos do tão desejado “top ten”.

Mathias Walkner destronou o britânico Sam Sunderlad (GasGas), que esta terça-feira tinha por missão abrir a pista e, com isso, não foi além do 13.º melhor tempo do dia. O argentino Kevin Benavides (KTM) foi segundo, a 1m26s de Jose Ignacio Cornejo (Honda), com o norte-americano Ricky Brabec (Honda) em terceiro, a 1m47s.

Na geral, Sam Sunderland caiu para segundo, a somente 2m12s do austríaco Mathias Walkner, com o francês Adrien van Beveren (Yamaha) em terceiro, a 3m56s. Refira-se, por outro lado, que o suíço Nicolas Monnin viu a sua mota “voar” literalmente, ou melhor, foi rebocada pelo helicóptero, depois de uma falha no motor em pleno deserto da Arábia Saudita.

Quanto aos restantes pilotos da “armada” com as cores nacionais, referência obrigatória para a ascensão de algumas posições na geral, após superarem com muita bravura os desfiladeiros e pedra que integravam o “menu” da nona etapa.

Rui Gonçalves, andou praticamente sozinho durante a especial, fechou o dia na 15.ª posição, a 8m31s do vencedor, e subiu ao 25.º lugar, a 2h29m31s do líder. Foi mais uma tirada onde o piloto transmontano de Vidago não cometeu qualquer tipo de erros em termos de navegação, estando imediatamente atrás de António Maio (Yamaha), que hoje foi 21.º.

O piloto alentejano e capitão da GNR, que conduziu com mestria a sua Yamaha com o número 30 ao 24.º lugar, diz estar preparado para atacar a recta final do Dakar, até porque está à entrada do “top 20” e, esta quarta-feira, antevê uma etapa mais comprida onde irá lutar por um bom lugar na geral.

Mário Patrão (KTM) foi 36.º, Alexandre Azinhais (KTM) foi 71.º, Arcélio Couto (Honda) foi 94.º, Pedro Bianchi Prata (Honda) 109.º e Paulo Oliveira (KTM) 110.º. Na geral, Mário Patrão é 47.º, Alexandre Azinhais subiu a 67.º, Arcélio Couto ganhou um lugar e é 80.º, Pedro Bianchi Prata ascendeu duas posições, para 98.º e Paulo Oliveira é 102.º.

ETAPA DE QUARTA-FEIRA

A décima etapa será disputada esta quarta-feira entre Wadi Ad-Dawasir e Bisha. Ao Sector Selectivo de 375 km cronometrados juntam-se 384 de ligação. A especial será particularmente agradável pela beleza das paisagens e será uma das mais rápidas desta edição. É necessário, no entanto, alguma prudência especialmente quando se trata de navegar pelas inúmeras interseções que são a marca registada das rotas sauditas.

 

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