ARAN quer redução do ISV para estimular retoma

A redução do Imposto Sobre Veículos «apoia a renovação do parque automóvel e atenua o impacto da quebra da receita fiscal» ajudando um sector que sofreu com as consequências da pandemia.

(auto.look2010@gmail.com)

A Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN) propôs ao Governo a redução do Imposto Sobre Veículos (ISV) e a criação de um registo profissional de revendedores automóveis para a recuperação do sector, impactado pela pandemia da Covid-19.

«A redução do ISV é uma das medidas sugeridas, considerada relevante pois permitirá aumentar a tesouraria das empresas (transformando mercadorias em liquidez), apoia a renovação do parque automóvel e atenua o impacto da quebra da receita fiscal (ISV e IVA)», defende a ARAN em comunicado.

Entre as cinco medidas com vista a impulsionar a retoma do sector automóvel, afectado pela crise causada pela pandemia da Covid-19, a ARAN propõe ainda a criação de um registo profissional de revendedores de veículos automóveis. Para a associação, este registo teria «forte impacto na tesouraria das empresas, importante no combate à evasão fiscal e potenciaria a criação de uma base estatística fidedigna referente ao comércio de automóveis usados».

As deduções à colecta do IVA referente a despesas de manutenção e reparação automóvel é a terceira medida proposta pela ARAN, que considera «muito relevante para estimular a recuperação do sector, combater a evasão fiscal e a economia paralela». «Por outro lado, a exclusão, em sede de tributação autónoma, dos encargos suportados pelas empresas com manutenção e reparação de automóveis é uma medida com vantagens ao nível do apoio à tesouraria das empresas, promoção de justiça fiscal e da segurança rodoviária», continua a associação.

INCENTIVOS À RENOVAÇÃO

DO PARQUE AUTOMÓVEL

A ARAN propõe também «incentivos à renovação do parque automóvel» como «medida impulsionadora da renovação e modernização do parque automóvel e da reconversão e transição do sector e mobilidade».

O presidente da ARAN, Rodrigo Ferreira da Silva, defende que «é urgente o apoio do Governo ao sector automóvel na actual crise económica» e que o pacote de medidas proposto “é fortemente vantajoso para potenciar a retoma económica do sector».

«Está em causa a sobrevivência do sector automóvel composto por diferentes tipologias de empresas, desde as maiores exportadoras, às PME, a microempresas», sublinha Rodrigo Ferreira da Silva, citado no documento.

A associação realça que o sector automóvel «é estratégico para a economia, representando cerca de 20% das receitas fiscais do Estado, 19% do PIB português e empregando cerca de 200 mil pessoas».

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