Apelo da Red Bull rejeitado e a luta… continua

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) rejeitou o pedido de revisão da Red Bull, que considerou insuficiente a penalização imposta ao piloto Lewis Hamilton (Mercedes), após colidir com Max Verstappen no GP da Grã-Bretanha de Fórmula 1.

PEDRO RORIZ E CARLOS SOUSA (auto.look2010@gmail.com)

O “toque” registado, em Silverstone, entre Lewis Hamilton (Mercedes) e Max Vestappen (Red Bull/Honda), que atirou com o holandês contra as barreiras de protecção, vai marcar as corridas até ao final do campeonato, tanto mais que a Red Bul avançou com uma queixa contra o piloto inglês, hoje analisada pela FIA, antes do GP da Hungria.

É que a Red Bull não ficou contente com os 10 segundos de penalização aplicados ao inglês apelou para que Lewis Hamilton fosse suspenso por uma corrida, decisão que, no entanto, foi chumbada.

De facto, e apesar dos novos dados mostrados pela Red Bull, que passaram pela comparação das ultrapassagens de Lewis Hamilton a Max Verstappen e Charles Leclerc, tendo por base dados de GPS e a simulação do acidente, numa filmagem que terá tido Alex Albon ao volante, os Comissários Desportivos rejeitaram o apelo da equipa, por os mesmos terem sido criados.

Assim sendo, está confirmada a vitória de Lewis Hamilton em Silverstone e resta saber o que sucederá este fim-de-semana no Hungaraoring. Entretanto, Max Verstappen vai correr com o motor que estava no carro no momento do acidente em Silverstone, o qual foi enviado para o Japão, para ser analisado e dado como operacional, o que será confirmado na primeira sessão de treinos livres, com a Red Bull a evitar a sua substituição.

Por sua vez, as previsões meteorológicas apontam para a possibilidade de chuva no sábado, uma vez que a mesma deverá fazer a sua aparição na noite de sexta-feira para sábado, o que poderá condicionar a qualificação, podendo manter-se até à corrida. Finalmente, referência do facto do húngaro Robert Kubica ira participar na primeira sessão de treinos livres ao volante de um Williams/Mercedes.

Refira-se, por outro lado que, nos últimos anos, Lewis Hamilton nunca se colocou em posições de risco com a consciência que dispunha do melhor carro e que no normal decorrer da corrida iria chegar ao triunfo.

Neste momento, a Mercedes está atrás da Red Bull e o holandês dispõe da melhor “arma” mas falta-lhe a inteligência do inglês, que, depois de batido na véspera pela atitude “musculada” do seu adversário, decidiu responder da mesma moeda.

Ao largar da segunda posição, Lewis Hamilton sabia que tinha de chegar ao comando na primeira volta, para poder gerir a corrida, pois caso contrário veria o seu rival voar para a vitória e para o possível título.

Por isso, as primeiras curvas no traçado inglês foram feitas roda com roda, com o inglês a procurar o “buraco” para ultrapassar o holandês e este a defender-se de todas as maneiras.

Em Copse, Lewis Hamilton meteu por dentro e deu espaço ao seu adversário, e, ao contrário do que sucedeu antes, manteve a posição, mas Max Verstappen decidiu curvar “esquecendo-se” que o carro do inglês estava ao seu lado, tornando o toque inevitável.

O inteligente seria, consciente de dispor do melhor carro no momento, deixar Lewis Hamilton assumir o comando da corrida, porque, em condições normais, tinha “argumentos” para vencer a corrida.

E que a ultrapassagem em Copse era possível, desde que os pilotos se respeitassem, demonstrou-o Lewis Hamilton ao passar o monegasco Charles Leclerc (Ferrari), que estava no mesmo local de Max Verstappen, mas deixou espaço ao seu adversário.

A partir de agora, tudo aponta para que situações semelhantes se repitam trazendo à memória os duelos entre Ayrton Senna e Alain Prost, e no caso do traçado húngaro, onde as ultrapassagens são difíceis, a qualificação vai ser decisiva, com a primeira curva, se os dois estiverem na primeira linha da grelha, a poder ser determinante na decisão da corrida.

Como é evidente, o comportamento dos dois candidatos ao título domina as atenções e todos os outros serão meros comparsas, a menos que alguém consiga intrometer-se na luta pela vitória, como poderá suceder com os homens da Ferrari, Charles Leclerc, e o espanhol Carlos Sainz, e da McLaren, o inglês Lando Norris e o australiano Daniel Riccardo, os mais sérios candidatos a lutarem pelos lugares a seguir aos Mercedes e Red Bull.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º Max Verstappen, 185 pontos; 2.º Lewis Hamilton, 177; 3.º Lando Norris, 113; 4.º Valtteri Bottas, 108; 5.º Sérgio Perez, 104; 6.º Charles Leclerc, 80; 7.º Carlos Sainz, 68; 8.º Daniel Ricciardo, 50; 9.º Pierre Gasly, 39; 10.º Sebastian Vettel, 30; 11.º Fernando Alonso, 26; 12.º Lance Stroll, 18; 13.º Esteban Ocon, 14; 14.º Yuki Tsunoda, 10; 15.º Antonio Giovinazzi, 1; 16.º Kimi Raikkonen, 1.

CONSTRUTORES – 1.º Red Bull Racing Honda, 289 pontos; 2.º Mercedes-AMG Petronas F1 Team, 285; 3.º McLaren F1 Team, 163; 4.º Scuderia Ferrari Mission Winnow, 148; 5.º Scuderia Alpha Tauri Honda, 49; 6.º Aston Martin Cognizant F1 Team, 48; 7.º Alpine Renault, 40; 8.º Alfa Romeo Racing Ferrari, 2.

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