António Félix da Costa no comando

Finalmente, a Fórmula E vai conseguir terminar a temporada de 2020, com as derradeiras seis corridas a serem cumpridas em Berlim, nas pistas do aeroporto de Tempelhof.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

O facto das corridas decorrerem num aeroporto faz com que haja alternativas aos traçados, como vai suceder, tornando mais difícil a tarefa dos pilotos que, de dois em dois dias, têm de encontrar novas referências. As duas primeiras corridas, que terão lugar nos dias 5 e 6 de Agosto, decorrerão no traçado que tem sido utilizado ao longo dos anos em que Tempelhof tem sido utilizado.

As duas corridas seguintes, nos dias 8 e 9, utilizarão o mesmo traçado, mas em sentido inverso. Finalmente, as duas derradeiras corridas, dias 11 e 12, utilizarão uma variante, mais longa.

Cumpridas que foram cinco corridas, duas em Diriyah (Arábia Saudita), uma em Santiago (Chile), uma em México City (México) e outra em Marrakesh (Marrocos), o português António Félix da Costa (DS Techeetah) entra para a fase final da temporada no comando do campeonato com 11 pontos de avanço sobre o neo-zelandês Mitch Evans (Panasonica Jaguar Racing) e 21 sobre o inglês Alexander Sims (BMW i Andretti Motorsport), pelo que a todas as esperanças na conquista do título são legítimas.

Numa rápida retrospectiva do que ficou para trás, a última corrida foi a 29 de Fevereiro, recorde-se que o campeonato começou em Diriyah, com vitórias dos ingleses Sam Bird, na primeira corrida, e Alexander Sims, na segunda, com António Félix da Costa a ser um discreto 13.º, na corrida de abertura, e 10.º, a que juntou a volta mais rápida na segunda.

Do Médio Oriente a competição rumou à capital chilena, onde venceu o alemão Max Gunther e o português foi segundo, resultado que repetiu no Autódromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México onde o triunfo pertenceu ao neo-zelandês Mitch Evans.

Por fim e a fechar a primeira parte da temporada, António Félix da Costa juntou a “pole position” à vitória em Marrakech (Marrocos), com a conjugação de resultados a colocarem-no em posição privilegiada para suceder ao seu colega de equipa, o francês Jean-Eric Vergne, na lista de campeões, posição ocupada pelo francês nos últimos dois anos.

CLASSIFICAÇÕES

PILOTOS – 1.º, António Félix da Costa, 67 pontos; 2.º, Mitch Evans, 56; 3.º, Alexander Sims, 46; 4.º, Max Guenther, 44; 5.º, Lucas Di Grassi, 38; 6.º, Stoffel Vandoorne, 38; 7.º, Edoardo Mortara, 32; 8.º, Jean-Eric Vergne, 31; 9.º, Oliver Rowland, 30; 10.º, Sam Bird, 29; 11.º, Sébastien Buemi, 27; 12.º, André Lotterer, 25; 13.º, Nyck De Vires, 18; 14.º, Pascal Werhlein, 14; 15.º, Robin Frijns, 10; 16.º, James Calado, 10; 17.º, Daniel Abt, 8; 18.º, Jérôme D’Ambrosio, 3; 19.º, Felipe Massa, 2; 20.º, Brendon Hartley, 2.

EQUIPAS – 1.º, DS Techeetah, 98 pontos; 2.º, BMW i Andretti Motorsport, 90; 3.º, Panasonic Jaguar Racing, 66; 4.º, Nissan E-DAMS, 57; 5.º, Mercedes-Benz EQ Formula ETeam, 56; 6.º, Audi Sport Abt Schaeffler, 46; 7.º, Envision Virgin Racing, 39; 8.º, Rokit Venturi Racing, 34; 9.º, TAG Heuer Porsche Formula E Team, 25; 10.º, Mahindra Racing, 17; 11.º, Geox Dragon, 2.

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