Africa Eco Race: serenidade e… trabalho forçado

Como consequência das diferenças de tempo que se verificam, os comandantes das várias classificações optaram, a três dias do final da prova, por fazer a nona etapa em modo de contenção, para não colocarem em causa os triunfos que estão ao “virar da esquina”.

Texto: PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

A nona etapa da Africa Eco Race ganhou novo rumo. Em vez do “conflito” de interesses, a caravana optou por “desacelerar” ligeiramente e rodar de modo a não cometer erros porque Dakar, capital do Senegal, está a poucas horas de receber de braços abertos pilotos e máquinas. Foi o que fez a portuguesa Elisabete Jacinto (MAN), terceira na etapa, mas a aumentar a vantagem para o seu mais directo perseguidor, o belga Noel Essers (MAN), que cedeu mais 13 minutos à equipa portuguesa, que passa a dispor de mais de duas horas de vantagem, margem que deve permitir-lhe encarar os derradeiros dias com algum conforto.

O belga Igor Bouwens (Iveco) foi o mais rápido nos “pesos pesados” e fez o segundo tempo no conjunto carros/camiões, a 2’31” do francês David Gerard (Optimus), que foi o mais rápido no SS.

Nas motos, o duelo entre o italiano Alessandro Botturi (Yamaha) e o norueguês Pal Anders Ullevalseter (KTM) continua intenso, com o segundo a ganhar dois minutos ao italiano e reduzir a desvantagem para 5m15s, mas não surpreenderá se, amanhã, Alessandro Botturi voltar a aumentar a diferença, tirando partido do facto de partir atrás daquele que o persegue mais de perto.

O dinamarquês Félix Jensen (KTM) foi, pela primeira vez, o mais rápido e ascendeu ao quarto lugar, a 21 minutos do italiano Simone Agazzi (Honda), que parece ter o pódio assegurado, pódio esse que deverá ter três motos de marcas diferentes nos três primeiros lugares.

Nos automóveis, o francês Jean-Pierre Strugo (Optimus), que herdou o comando depois do acidente que, há dois dias, vitimou o seu compatriota Dominique Laure (Optimus), foi, apenas sexto, mas conserva mais de uma hora de avanço sobre o seu compatriota Patrick Martin (Tarek) que ascendeu ao segundo lugar, à frente de outro francês, David Gerard (Optimus), tudo apontando para que o pódio seja monopolizado por pilotos do hexágono.

 

CLASSIFICAÇÕES

SECTOR SELECTIVO (374,37 KM)

MOTOS

1.º Felix Jensen (KTM), 5h09m18s

2.º Simone Agazzi (Honda), a 2’08”

3.º Pal Anders Ullevalseter (KTM), a 3’44”

4.º Domenico Cipollone (KTM), a 4’56”

5.º Alessandro Botturi (Yamaha), a 5’44”

AUTOMÓVEIS

1.º David Gerard/Pascal Delacour (Optimus), 4h36m40s

2.º Philippe Gosselin/David Bonon (Optimus), a 6’45”

3.º Patrick Martin/Didier Bigot (Tarek), a 10’29”

4.º Jean-Noel Julien/Rabha Julien (Optimus), a19’22”

5.º Jean-Pierre Strugo/François Borsotto (Optimus), a 31’35”

CAMIÕES

1.º Igor Bouwens/Tom De Leeuw/Ulrich Boerboom (Iveco), 4h39m11s

2.º Tomas Tomecek (Tatra), a 32’34”

3.º Elizabete Jacinto/José Marques/Marco Cochinho (MAN), a 35’46”

4.º Noel Essers/Marc Lauwers/John Cooninx (MAN), a 48’48”

5.º Johan Elfrink/Dirk Schuttel (Mercedes), a 49’08”

GERAL

MOTOS

1.º Alessandro Botturi (Yamaha), 37h07m34s

2.º Pal Anders Ullevalseter (KTM), a 5’15”

3.º Simone Agazzi (Honda), a 2.07’05”

4.º Felix Jensen (KTM), a 2.28’18”

5.º Domenico Cipollone (KTM), a 5.20’16”

AUTOMÓVEIS

1.º Jean-Pierre Strugo/François Borsotto (Optimus), 35h56m41s

2.º Patrick Martin/Didier Bigot (Tarek), a 1.20’39”

3.º David Gerard/PascalDelacour (Optimus), a 1’29’03”

4.º Jean-Noel Julien/Rabha Julien (Optimus), a 1’45’10”

5.º Yves Fromont/Paul Vidal (Tarek), a 1.48’39”

CAMIÕES

1.º Elisabete Jacinto/José Marques/Marco Cochinho (MAN), 38h41m10s

2.º Noel Essers/Marc Lauwers/John Cooninx (MAN), a 2.08’17”

3.º Johan Elfrink/Dirk Schuttel (Mercedes), a 5.53’49”

4.º Igor Bouwens/Tom De Leeuw/Ulrich Boerboom (Iveco), a 6.18’01”

5.º Tomas Tomecek (Tatra), a 17.21’30”

A ETAPA DE AMANHÃ

A caravana do Africa Eco Race deixa Amodjar e ruma a Akjoujt, por um percurso de 519,86 km, que abre com uma ligação de 48,28 km, até Ain Attaya, onde começa o SS, com 471,58 km, que conduz ao local de chegada.

O ano passado, a exemplo do que sucede desde a sua integração no traçado, foi o SS mais difícil da prova, mas desta feita só a parte inicial do traçado, até à passagem por El Nhouk, se mantêm, para a partir daí os concorrentes encontrarem novos desafios, com pistas traçadas no meio das dunas. Refira-se que, como em anos anteriores, a caravana vai deixar, entregue ao município, material escolar

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