A oportunidade da Ferrari no GP do Canadá

O traçado do Circuito Gilles Villeneuve, situado em ilha de Notre Dame, em Montreal (Canadá) parece ser o cenário ideal para a Ferrari colocar ponto final do domínio que a Mercedes exerce desde o início do campeonato e que se traduz em seis vitórias e cinco 1-2 em seis corridas.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Uma vez que os Ferrari já demonstraram ser mais rápidos em recta que os “flecha de prata” e que perdem em curva mais do que o tempo ganho em aceleração, o traçado do circuito canadiano, com duas longas rectas separadas por dois ganchos e algumas “chicanes”, pode contribuir para um dos pilotos da equipa de Maranello subir ao lugar mais alto do pódio.

Para que isso seja possível, é preciso que quem está no muro das “boxes” cometa erros, algo que é raro suceder entre os responsáveis da marca da estrela, o mais recente dos quais acontecido em Monte Carlo, onde a decisão de não mandar para a pista, pela segunda vez, o monegasco Charles Leclerc fez com que não tivesse passado da Q1 e tivesse comprometido de forma irremediável o resultado da corrida.

Certo é que o alemão Sebastian Vettel e o monegasco estarão na luta pela “pole position” e pela vitória, esperando-se que nada compromete as suas aspirações, que são dar à marca italiana a primeira vitória do ano.

Por sua vez, a Mercedes está consciente das dificuldades que vai enfrentar, mas o talento dos seus pilotos, que em curva ganham tempo precioso, pode voltar a coloca-la em vantagem e nesse caso o esforço dos pilotos da Ferrari será bem maior.

Se não vencer em Montreal, a Ferrari pode começar a pensar na temporada de 2020, tanto mais que já foi reconhecido por responsáveis da equipa que o carro tem problemas e que as alternativas ensaiadas não resultaram, como era esperado.

É que se os testes, antes do campeonato, em Barcelona, deram boas indicações, a verdade é que, partir daí, nada correspondeu às expectativas da equipa, que dá a sensação de perdida quanto ao caminho a seguir.

Como tem sido habitual, o holandês Max Verstappen (Red Bull/Honda) vai procurar “tirar as castanhas do lume” e aproveitar o duelo Mercedes-Ferrari para chegar ao pódio, algo que o seu colega de equipa, o francês Pierre Gasly, não deverá conseguir, embora, possa como sucedeu em Monte Carlo, “sacar” o ponto da volta mais rápida feita nos derradeiros momentos da corrida.

Intensa vai ser, também, a luta no segundo pelotão, com o espanhol Carlos Sainz (McLaren/Renault) a defender a posição de “melhor dos outros”, com os homens da Haas, o francês Romain Grosjean e o dinamarquês Kevin Magnussen, a deverem ser os seus maiores opositores, restando saber o que poderão fazer os Renault do australiano Daniel Ricciardo e do alemão Nico Hulkenberg, cujo nome foi falado como possível substituto de Pierre Gasly na Red Bull, algo desmentido de imediato, mas que não deixará de perturbar o francês que tem estado longe de corresponder às expectativas que o seu passado tinha gerado.

 

 

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º, Lewis Hamilton, 137 pontos; 2.º, Valtteri Bottas, 120; 3.º, Sebastian Vettel, 82; 4.º, Max Verstappen, 78; 5.º, Charles Leclerc, 57; 6.º, Pierre Gasly, 32; 7.º, Carlos Sainz, 18; 8.º, Kevin Magnussen, 14; 9.º, Sergio Perez, 13; 10.º, Kimi Raikkonen, 13; 11.º, Lando Norris, 12; 12.º, Daniil Kvyat, 9; 13.º, Daniel Ricciardo, 8; 14.º, Alexander Albon, 7; 15.º, Nico Hulkenberg, 6; 16.º, Lance Stroll, 4; 17.º, Romain Grosjean, 2

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes AMG Petronas Motorsport, 257 pontos; 2.º, Scuderia Ferrari, 139; 3.º, Aston Martin Red Bull Racing, 110; 4.º, McLaren F1 Team, 30; 5.º, SportPesa Racing Point F1 Team, 17; 6.º, Rich Energy Haas F1 Team, 16; 7.º, Red Bull Toro Rosso Honda, 16; 8.º, 8.º, Renault F1 Team, 14; 9.º, Alfa Romeo Racing, 13

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