A dança das cadeiras na Fórmula 1

Futuro dos pilotos de Fórmula 1 está constantemente a ser analisado. Há quem já tenha conhecimento do que lhe irá acontecer, mas também existem muitos casos em a definição está longe de estar esclarecida. Mas há sempre soluções para prossegui a carreira, de uma forma ou de outra…

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

O GP da Hungria fecha a primeira metade da temporada, com a acção a regressar no último fim-de-semana do mês, no mítico traçado belga de Spa-Francorchamps, onde a chuva costuma marcar presença e pode contribuir para a repetição do sucedido na Alemanha.

Mas está é a fase em que muito se joga em termos de futuro para os pilotos, havendo que já saiba o que lhe vai suceder e quem procure encontrar soluções para continuar a sua carreira.

Partindo do princípio que “em equipa que ganha não se mexe”, a Mercedes deverá manter os seus pilotos, mas o finlandês Valtteri Bottas, cujo contrato termina este ano, a poder ser substituído pelo francês Esteban Ocon, que Toto Wolf acredita ser capaz de fazer o que Max Verstappen e o monegasco Charles Leclerc fizeram quando dispuseram de um carro competitivo.

Resta saber se Toto Wolf está disposto a correr os riscos que a Ferrari correu ao juntar o monegasco a Sebastian Vettel, uma vez que com o finlandês a seu lado, o inglês Lewis Hamilton não tem de ter preocupar-se com o seu companheiro de equipa.

Se Valtteri Bottas continuar na Mercedes, Toto Wolf terá de encontrar lugar para o francês, com a Haas, que utiliza motores alemães, a poder ser uma possibilidade, situação em que o francês Romain Grosjean seria “sacrificado”.

Mais complicada está a tarefa do francês Pierre Gasly que pode, no recomeço da temporada, ser relegado para a Toro Rosso, por troca com o russo Daniil Kvyat, uma vez que tem estado longe daquilo que dele se esperava e muito longe de Max Verstappen, seu colega de equipa.

Contudo há uma “peça” que pode baralhar as contas. O espanhol Fernando Alonso ainda não revelou aquilo que vai fazer em 2020 e o regresso à F1 não é de descartar, podendo a Ferrari ser a porta de regresso, muito em especial se Sebastian Vettel, desiludido pela temporada que está a fazer, optar por colocar um ponto final na sua carreira.

Outra hipótese poderá ser a Renault, desejosa de colar ao pelotão da frente, cujos motores têm revelado uma significativa evolução, demonstrada pelo desempenho da McLaren, sempre na luta pelas primeiras posições no segundo pelotão, e que passaria a dispor um talento reconhecido para atingir o seu objectivo.

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