24 Horas de Daytona: e de repente tudo mudou…

Os vencedores da edição anterior, Filipe Albuquerque, João Barbosa e Christian Fittipaldi, reforçados este ano por Mike Conway, partem da derradeira posição da grelha, o que vai obrigar a uma corrida de recuperação.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Após um excelente treino livre que colocava os carros dos pilotos portugueses na segunda posição das respectivas categorias, o que era um bom indicativo para a qualificação das 24 Horas de Daytona, prova de abertura do IMSA Weather Tech SportsCar Championship, tudo mudou…

Os vencedores da edição anterior, Filipe Albuquerque, João Barbosa e o brasileiro Christian Fittipaldi, que desta feita contam com o reforço do inglês Mike Conway e apostam na repetição da vitória para assinalarem da melhor forma a despedida das pistas do piloto brasileiro, vão partir da derradeira posição da grelha, o que vai obrigar a uma corrida de recuperação.

Curiosamente, na terceira sessão de treinos livres, efectuada depois da sessão de qualificação, o Cadillac da equipa onde alinham dois portugueses, voltou a mostrar a eficácia anterior e registou o segundo tempo, atrás do Nissan de Loic Duval, o que abre boas perspectivas para a corrida.

Coube a Filipe Albuquerque fazer a qualificação, mas o conimbricense não completou uma única volta, uma vez que problemas de travões, que bloqueavam as rodas, o obrigaram a regressar às “boxes”, com o piloto a não esconder a sua tristeza.

«Foi um balde de água fria. Chegámos como favoritos, fomos segundos nos treinos livres, mas um problema mecânico destruiu as nossas esperanças. Mas temos de seguir em frente e temos 24 horas para recuperar e é isso que vamos fazer, pois não é este percalço que nos faz deitar a toalha ao chão. Esta terá de ser a corrida das nossas vidas», sublinhou Filipe Albuquerque.

João Barbosa, portuense que venceu a mítica prova já por três vezes, considerou que «mais do que ganhar pela quarta vez em Daytona, o importante é vencer por causa do campeonato». «Fizemos um excelente trabalho durante o Inverno e sinto que estamos preparados para o arranque da temporada», concluiu João Barbosa.

Filipe Albuquerque não escondia que «depois da vitória do ano passado, só pensamos em ganhar, mas é bom não esquecer que as provas de 24 Horas são uma lotaria. Temos uma equipa experiente, um carro fiável e pilotos motivados ingredientes para atingirmos os nossos objectivos, esperando que não haja percalços».

Só que tudo acabou por correr ao contrário e o objectivo passou a ser alcançar o melhor lugar possível. O francês Oliver Jarvis (Mazda), autor da “pole position” e o brasileiro Helio Castroneves (Acura) foram os únicos chegar ao segundo “33”.

Por sua vez, Pedro Lamy, que viu o brasileiro Daniel Serra reforçar a equipa, levou o Ferrari 488 GT3 ao primeiro lugar dos GTD, no segundo treino livre, com o austríaco Matthias Lauda a não conseguir melhor do que o sexto tempo da categoria na qualificação, para no treino livre seguinte, Daniel Serra recolocar o carro da marca italiana no segundo lugar da categoria.

GRELHA DE PARTIDA

1.ª linha – Oliver Jarvis/Tristan Nunez/Timo Bernhard/Rene Rast (Mazda), 1m33,685s; Helio Castroneves/Alexander Rossi/Ricky Taylor (Acura), 1’33,873”.

2.ª linha – Simon Pagenaud/Juan Pablo Montoya/Dane Cameron (Acura), 1’34,095”; Jonathan Bomarito/Harry Tincknell/Olivier Pla (Mazda), 1’34,212”.

3.ª linha – Pipo Derani/Felipe Nasr/Eric Curran (Cadillac), 1’34,433”; Jordan Taylor/Fernando Alonso/Kamui Kobayashi/Renger Van Der Zande (Cadillac), 1’34,479”.

15.ª linha – Matthias Lauda/Pedro Lamy/Paul Dalla Lana/Daniel Serra (Ferrari 488 GT3), 1’45,852”; Spencer Pumpelly/Mafco Mapelli/John Potter Andy Lally (Lamborghini Huracan GT3), 1’45,855”

24.ª linha – Filipe Albuquerque/João Barbosa/Christian Fittipaldi/Mike Conway (Cadillac), 1’34,905”

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